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Equatorial Goiás ocupa penúltima posição em ranking da Aneel; distribuidora saiu da última colocação, mas segue entre as piores do país
Equatorial Goiás ocupa penúltima posição em ranking da Aneel
03/04/2025, às 09:45 · Por Redação
A Equatorial Goiás continua entre as piores distribuidoras de energia elétrica de grande porte do Brasil e ocupa a penúltima posição no ranking de qualidade divulgado nesta quarta-feira, 2, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O levantamento avalia o desempenho das concessionárias com base nos indicadores de duração e frequência das interrupções no fornecimento de energia.
Apesar do desempenho negativo, houve uma leve melhora. No ranking anterior, referente a 2023, a Equatorial Goiás figurava na última colocação, após cair duas posições desde 2022, quando estava na 27ª. Agora, a empresa obteve um índice de Desempenho Global de Continuidade (DGC) de 1,19, superando apenas a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), do Rio Grande do Sul, que registrou um índice de 1,76. Curiosamente, ambas pertencem ao Grupo Equatorial.
O ranking da Aneel, divulgado anualmente desde 2012, tem como base os indicadores de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), que medem, respectivamente, o tempo total e a quantidade de vezes que os consumidores ficam sem energia ao longo do ano. O objetivo da classificação é incentivar a melhoria contínua dos serviços prestados.
Entre as concessionárias de grande porte – aquelas com mais de 400 mil unidades consumidoras –, a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz, SP) conquistou o primeiro lugar no ranking. O segundo lugar foi dividido entre a Energisa Paraíba (EPB) e a Energisa Rondônia (ERO).
A distribuidora que mais avançou em 2024 foi a Neoenergia Brasília (DF), que subiu nove posições em relação ao ano anterior. Em seguida, aparecem a CPFL Paulista (SP), que ganhou sete colocações, e a Neoenergia Elektro (SP), com um avanço de três posições. Já as maiores quedas foram registradas pelas concessionárias Enel RJ (RJ), Enel CE (CE) e RGE (RS), todas com recuo de seis posições.
Entre as distribuidoras de pequeno porte – com até 400 mil consumidores –, a melhor avaliada foi a Pacto Energia (PR), seguida pela Empresa Força e Luz João Cesa (SC) e pela Muxenergia (RS). A CHESP, de Goiás, teve o melhor avanço nesse grupo, subindo seis colocações.
De maneira geral, os dados da Aneel indicam uma leve melhora na qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras em todo o país. O tempo médio que os consumidores ficaram sem energia elétrica em 2024 foi de 10,24 horas (DEC), uma redução de 1,7% em relação ao ano anterior. Já a frequência das interrupções (FEC) também apresentou queda, passando de 5,15 interrupções em 2023 para 4,89 em 2024, o que representa uma melhora de 5%.
A Aneel atribui essa evolução a medidas regulatórias e ações fiscalizatórias, como o endurecimento das regras de qualidade nos contratos de concessão, o aumento das compensações financeiras pagas aos consumidores por falhas no serviço e a definição de limites mais rigorosos para interrupções de energia. Em 2024, o total de compensações pagas aos consumidores aumentou de R$ 1,08 bilhão em 2023 para R$ 1,12 bilhão. O número de compensações também cresceu, saltando de 22,3 milhões para 27,3 milhões.
Segue a nota da companhia
Levantamento Equatorial Ranking Aneel Goiás,