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Dentre os beneficiados pela decisão está a empresa Borges Landeiro, que teve 11 suspeitos presos por lucrar com o processo de recuperação judicial, declarado em 2017
Recuperação judicial foi pedida por 228 empresas goianas no ano passado
21/01/2020, às 09:04 · Por Pedro Lopes
Para evitar a falência, muitas empresas estão optando pelo pedido de recuperação judicial nos últimos anos. Só em 2019 foram registrados 228 processos de recuperação judicial distribuídos no Judiciário goiano. Segundo o jornal O Hoje, de 2015 até 2019, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) recebeu 525 requisições do tipo. Em 2018,foram 190 pedidos de recuperação. De acordo com o TJ-GO, os pedidos são diários “sempre tem pedidos,todos os dias recebemos ligações”.
A medida é uma das alternativas legais utilizadas para empresas que estão endividadas e precisam encontrar métodos para sair do vermelho. No entanto, muitos empresários enfrentam dificuldades para iniciar o processo ou não tem a orientação técnica necessária para enfrentar esse momento delicado na gestão dos negócios. O processo é demorado.
Dentre as vantagens, a Justiça suspende por 180 dias as ações e execuções de cobrança. A empresa, então, tem de apresentar um plano de pagamento a uma assembléia de credores. Se a proposta não for aceita, a quebra é decretada. O mesmo pode ocorrer também em razão do não cumprimento dos desembolsos.
Dentre os beneficiados pela decisão está a empresa Borges Landeiro, que teve 11 suspeitos presos por lucrar com o processo de recuperação judicial, declarado em 2017. O TJ-GO revogou as prisões prisões temporárias e preventivas decretadas em novembro. Na ocasião, o dono da construtora Borges Landeiro, Dejair Borges, foi preso. Também foram apreendidas propriedades rurais, uma aeronave e obras de arte. Entre os presos estão empresários, advogados e contadores.
Foram cumpridos 12 mandados de prisão, 26 de busca e apreensão e 26 sequestros de bens, como propriedades rurais avaliadas em R$ 600 milhões e oito carros de luxo. Além disso, foi pedido o bloqueio de bens no total de R$ 500 milhões, valor suficiente para ressarcir credores prejudicados na recuperação judicial. Na época, o grupo descobriu como lucrar com o processo de recuperação judicial.
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