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Goiânia, 02/04/25
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A administração atual avalia que, apesar do crescimento na quantidade de visitantes, não houve problemas no funcionamento dos brinquedos

Após reabertura e com gratuidade, Mutirama mais do que dobra número de visitantes

28/01/2020, às 09:12 · Por Pedro Lopes

A reabertura do Parque Mutirama após um ano e meio devido ao acidente com o brinquedo Twister, fez com que o público frequentador aumentasse em até 120%. A mudança se deu principalmente pela gratuidade na entrada do local. No primeiro semestre de 2017, antes do fechamento, a diretoria estimava um público mensal de cerca de 46 mil pessoas, que pagavam 16 reais na entrada inteira e 8 reais na meia entrada. Entre o final de junho e dezembro do ano passado, a Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) contabilizou a presença de 617.185 visitantes, uma média de mais de 102 mil pessoas por mês. Para se ter uma ideia, nesse período, caso todos as pessoas pagassem ao menos a meia-entrada, o Mutirama teria arrecadado até R$ 4,9 milhões. No entanto, para o presidente da Agetul, Urias Júnior, os números mostram que a Prefeitura de Goiânia acertou com a implantação da política de gratuidade para o acesso ao parque.

“O Mutirama é o lugar de encontro de todo o goianiense, está claro isso. Independente de qual for o credo, raça, classe social, todo mundo pode vir e se encontrar no parque, que é público”, diz. O valor que o Paço deixou de arrecadar, para Júnior é irrelevante, até porque, caso o ingresso fosse cobrado, a quantidade de visitantes seria menor. Júnior acredita que a decisão do prefeito Iris Rezende (MDB) em tornar o parque gratuito é a melhor medida, já que a cobrança de ingressos populares também não tornaria o parque rentável. “A ideia de um parque público nunca é ser rentável. Se a gente cobrasse 2 reais não daria para arcar com os custos”, diz. Em 2019, os custos do Mutirama aos cofres públicos foi de R$ 1,58 milhão, número maior do que o calculado em 2018 (R$ 1,14 milhão) e 2017 (R$ 596 mil). A maior parte dos custos são mesmo do Tesouro Municipal. “Uma família de cinco pessoas, que é o normal aqui em Goiânia, pagava antes R$ 56 apenas para a entrada. É pesado, mesmo sendo o parque de diversões mais barato. Agora a família pode vir e não ter esse custo”, avalia.

O número de visitantes, por outro lado, chamou a atenção do presidente, que estimava uma quantidade semelhante ao que se tinha anteriormente, mesmo com a cobrança dos ingressos. Havia também um temor na Agetul, durante o período de fechamento do parque, de que teria de ser realizada uma política de reposicionamento da marca e de divulgação para a segurança do parque, para que as pessoas pudessem confiar no serviço de revitalização e reforma de todos os brinquedos que foi realizado neste período. Até porque, foram feitas várias promessas de reabertura do Mutirama neste período, que se tornavam frustradas a cada questionamento de autoridades e entidades, como Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO). Na semana anterior à reabertura, por exemplo, houve troca na gestão da Agetul, quando Ronaldo Vieira deu lugar a Urias Júnior. À época, nos bastidores, comentou-se que Vieira era contrário à reabertura naquela época pelo pouco tempo até ter em mãos todos os laudos de segurança dos brinquedos. Oficialmente, o ex-presidente saiu do cargo por problemas particulares. A administração atual avalia que, apesar do crescimento na quantidade de visitantes, não houve problemas no funcionamento dos brinquedos. Segundo a Agetul, tem sido feito manutenção semanalmente nos dias que o parque está fechado, que é nas segundas-feiras durante o período de férias e de segunda a quarta, nos demais meses.



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