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André Pitta, da FGF: a preocupação dele é mais esportiva do que com a saúde pública
Mesmo com portões fechados, FGF e times erram feio em seguir com o Campeonato Goiano
17/03/2020, às 03:00 · Por Eduardo Horacio
A Federação Goiana de Futebol (FGF) e os clubes goianos
erram feio em manter, no mínimo, mais duas rodadas do Campeonato Goiano, mesmo
com o novo coronavírus (Covid-19) sendo uma realidade em Goiás – e com todos os
setores da economia fazendo sua cota de sacrifício.
E a pior questão nem chega a topar ou não o sacrifício
(podem dizer que jogar sem público – e abrir mão da renda dos jogos – já é um
sacrifício econômico) e, sim, colocar em risco, jogadores, comissões técnicas, árbitros,
comissões técnicas e demais envolvidos em uma partida de futebol.
Basta ver o exemplo europeu: lá, mesmo com portões fechados,
o vírus começou a passar entre jogadores. Por isso agora pararam tudo. Basta querer
enxergar o exemplo brasileiro: aqui já temos um jogador do Corinthians (Luan)
com suspeita e o técnico do Flamengo, Jorge Jesus, com um primeiro teste
positivo (e Jesus é do grupo de risco), fora os vários que já estão com o vírus
e ainda nem sabem da notícia. Por isso, inclusive os campeonatos paulista e
carioca já estão interrompidos?
O que espera a FGF e os clubes goianos? Que haja algum caso
de jogador, técnico ou jornalista esportivo positivo para, aí sim, tardiamente,
paralisar o campeonato? Uma frase, muito repetida nas redes sociais, resume bem
o erro da FGF: tudo que for feito agora, parecerá alarmista; tudo o que for
feito depois, será insuficiente.
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