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Além da UEG, podem estar ameaçadas estruturas como a Fapeg e os Itegos
Sucateada nas gestões tucanas, UEG agoniza e pode perder recursos
19/03/2019, às 00:00 · Por Diene Batista
Distante de Goiás após ser massacrado pelas urnas, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) vê de longe as marcas das suas gestões ruírem uma a uma. Entre elas, a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Conhecida pela sua capilaridade no Estado, a instituição agoniza. Os anos de ingerência nas gestões Perillo e no modorrento governo de José Eliton (PSDB) reverberam na falta de estrutura física e pedagógica das unidades.
Em fevereiro, por exemplo, dois ex-reitores da instituição - José Izecias e Luiz Antônio Arantes - foram condenados por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro no processo da Operação Boca do Caixa. As investigações deflagradas em 2012, pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP/GO) apontaram desvio de R$ 425,3 mil, que teriam sido destinados à campanha de Izecias a deputado federal.
A situação, que já é grave, pode piorar. É que uma emenda aditiva que será discutida em breve pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) prevê investimento de até 3,25% em políticas de ciência em tecnologia no Estado, inclusive em relação às universidades. Nestes termos, a legislação dá margem para que o Executivo aplique o valor que quiser, entre 0,1% e o teto de 3,25%.
Além da UEG, podem estar ameaçadas estruturas como a Fundação de Amparo de Pesquisa de Goiás (Fapeg) e os Institutos Tecnológicos de Goiás (Itegos).
Como se vê, não apenas a sobrevivência da universidade está ameaçada. A pesquisa e a inovação também estão na berlinda. E o Estado sob o risco de estagnar a produção de conhecimento.
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