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No Campeonato Brasileiro, Goiás deve voltar a mandar jogos no Serra Dourada
Serra Dourada foi um elefante branco no Campeonato Goiano
20/03/2019, às 00:00 · Por Diene Batista
O estádio Serra Dourada, que tem capacidade para receber 50 mil torcedores, corre o risco de virar um grande elefante branco, apelido de arenas que ficam às moscas pela escassez de jogos e eventos.
Das 11 rodadas até agora, com 66 partidas, apenas quatro foram jogadas no ‘templo maior’ do futebol goiano. Exceto a estreia de Vila Nova x Aparecidense (6.357), todos os outros jogos foram do Goiânia, com públicos na maioria das vezes abaixo de 500 pagantes.
Com os estádios reformados do Goiás (Serrinha), Atlético (Antonio Accioly) e do Vila (OBA), o Serra Dourada pode se inviabilizar. O secretário estadual de esporte, Rafael Rahif, refuta a iniciativa de privatizar a arena, proposta pela titular da Economia, antiga Sefaz, Cristiane Schmidt. O Goiás avalia gastar R$ 700 mil com reformas básicas e deve usá-lo no campeonato brasileiro, que se inicia em abril.
Rahif defende que o Serra foi erguido pelo tio do governador Ronaldo Caiado (DEM). Leonino Caiado abriu o local em 1975.
A Secretaria de Esportes, criada por Caiado, herdou outras grandes praças que estavam com a antiga Agetop, hoje Goinfra: Autódromo Internacional de Goiânia, Goiânia Arena, Rio Vermelho e Olímpico, que somam dívidas acima de R$ 10 milhões. Rahif aposta no potencial do local para subsidiar outros com baixo atrativo, como exemplo o Autódromo.
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