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Wesley Costa / Divulgação
Marconi e Eliton: desvios da estatal teriam ido direto para campanha de tucanos, de acordo com investigações
Nova fase da Decantação revela fraudes e chega mais perto de campanhas tucanas
05/04/2019, às 00:01 · Por Diene Batista
Deflagrada nesta quinta-feira, 4, a terceira fase de Operação Decantação prendeu dois servidores da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) e revelou que 91 contratos foram fraudados entre os anos de 2012 e 2018. Desse total, 83 eram na modalidade de dispensa de licitação e oito de carta convite.
A Operação Decantação foi iniciada há quase três anos. Segundo as apurações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, os recursos desviados da Saneago abasteceram as campanhas tucanas em Goiás.
Na semana passada, a segunda fase da Operação Decantação atingiu o ex-governador José Eliton (PSDB). A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa. Ele ainda precisou prestar depoimento na sede da Polícia Federal, em Goiânia. O chefe de Gabinete do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), Luiz Alberto de Oliveira, o Bambu, foi detido. Já o tucano, que segundo as investigações teria se beneficiado dos desvios em suas campanhas, não foi alcançado pelas investigações.
Fase 3
Um dos presos nesta quinta-feira, 4, é o ex-membro da comissão de licitações da estatal de saneamento, o engenheiro José Vicente da Silva Júnior, que prestava apoio técnico à estatal e teria recebido R$ 3 milhões em propinas. Ele é apontado como sócio oculto de algumas das empresas de fachada. O servidor Elvis Presley Mendanha, servidor da empresa e ex-pregoeiro da comissão de licitação, também foi preso. Já o empresário Eduardo Henrique de Deus está foragido.
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