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A nota, no entanto, não cita a condenação de Perillo por prática de caixa 2
Economia: PSDB envia nota à Christiane Schmidt enaltecendo gestão Perillo
10/12/2020, às 07:13 · Por Pedro Lopes
O PSDB-GO enviou nota endereçada à secretária da Economia Christiane Schmidt comandando as ações fiscais durante a gestão do ex-governador Marconi Perillo com as da atual gestão.
A nota afirma que são 'incompatíveis' os dois primeiros anos da atual gestão com a gestão Perillo e sustenta que houve série de medidas de reestruturação fiscal durante gestão do tucano. A nota, no entanto, não cita a condenação de Perillo por prática de caixa 2.
Veja a nota:
São incomparáveis os dois primeiros anos do atual governo, que não apresentou nada de novo e inovador para a população, com os dois primeiros anos das gestões de Marconi Perillo em Goiás.
No biênio 1999-2000, Marconi colocou em dia dois meses e meio de folha do funcionalismo em atraso, passou a pagar adiantados os salários dos servidores, com os depósitos feitos dentro do mês trabalhado e a creditar o 13.º no mês do aniversário.
Na área fiscal, o primeiro biênio foi de expressiva redução da relação entre dívida consolidada e receita corrente líquida. Marconi foi o primeiro governador do país a adequar o Estado às novas regras de gestão das contas públicas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Quando encerrou seu quarto governo, em 2018, Marconi havia reduzido a relação entre dívida e receita de 3,6 orçamentos para 0,9 – ou seja, quando assumiu, eram necessários quase quatro orçamentos anuais para pagar a dívida e, ao entregar a gestão, era necessário menos de um orçamento.
A dívida de Goiás com a União foi reduzida em R$ 10 bilhões, em amortização e juros, somente no biênio 1999-2000. Marconi colocou as contas do Estado em dia mesmo sem a realização de nenhuma operação de crédito, já que novos empréstimos estavam proibidos em razão da adequação à nova LRF. Em quatro mandatos como governador, ele abateu R$ 40 bilhões da dívida externa.
Nesses dois primeiros anos do atual governo, Goiás deixou de pagar R$ 4,6 bilhões da dívida do Estado com a União.
Nos governos de Marconi, portanto, boa parte da receita do Estado foi para pagar folha adiantada, o 13.º na data do aniversário, sem a possibilidade, por exemplo, de empréstimos como de R$ 1,8 bilhão obtido pelo atual governo junto ao Poder Judiciário, relativos ao depósitos judiciais privados liberados em 2019. Marconi, tampouco, governou à custa de R$ 4,6 bilhões não pagos da dívida.
Todo esse trabalho de reestruturação fiscal nos dois primeiros anos de Marconi foi feito com muita economia, honestidade e muito trabalho.
Mesmo sem recursos extras, tendo de pagar folhas e 13.º atrasados e manter a folha do funcionalismo de suas gestões em dia, os dois primeiros anos de Marconi à frente do Governo de Goiás foram profundamente inovadores:
• No primeiro ano de governo, foi criada a Bolsa Universitária, com mais de 15 mil estudantes contemplados nos dois primeiros anos de governo. Até o final de 2018, 210 mil goianos já haviam ingressado em um curso superior graças ao programa;
• Foram criados a Renda Cidadã e o Salário Escola, com 150 mil famílias beneficiadas em cada um dos dois programas;
• Na área cultural, foi criado o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o Fica;
• Criamos o Banco do Povo, que gerou milhares de empregos;
• Nossos governos adotaram uma política agressiva e ousada de industrialização do Estado, gerando milhares de empregos em todas as regiões;
• Os prefeitos tiveram o importa reforço do Programa Asfalto Novo, voltado para a pavimentação de vias urbanas.
• Na saúde, Marconi deu início a obras importantíssimas, como o Hospital de Urgências de Anápolis e o Hospital Geral de Goiânia Alberto Rassi, este referência em transplantes;
• Na infraestrutura, Marconi deu continuidade às obras rodoviárias que tinham sido abandonadas depois que o dinheiro da privatização da Usina de Cachoeira Dourada acabara.
Em quatro gestões, as obras realizadas por Marconi e pelo PSDB se espalharam por todo o Estado, em todas as áreas da administração. Algumas, no entanto, se destacam por sua importância para as próximas gerações, por muitas décadas
• Foram construídas 88 estações de tratamento de esgoto, inclusive em Goiânia;
• As duas regiões mais populosas de Goiás tiveram o problema da escassez de água potável resolvido com a construção de duas barragens: em Goiânia, foi construída a Barragem do Ribeirão João Leite, junto da qual foi implantado o Complexo Produtor de Água Mauro Borges. Na região do Entorno de Brasília, fizemos o Complexo Corumbá IV, que atende quase 2 milhões de pessoas;
• Na infraestrutura, Marconi construiu 5 mil quilômetros de rodovias; outros 350 quilômetros de rodovias estaduais foram duplicados; outros 6 mil quilômetros de rodovias foram reconstruídos.
• Na educação, os governos de Marconi pagaram os pisos e datas-bases dos professores e os investimentos na educação levaram a educação de Goiás ao primeiro lugar no Ideb em 2014;
• Na segurança pública, criamos e cumprimos os planos de carreira das polícias, valorizamos o trabalho das corporações e investimentos maciçamente em modernização e atualização da frota, do armamento e das instalações e em inteligência. Este governo, por sua vez, só efetuou as promoções estabelecidas nos planos de carreira que os governos de Marconi e do PSDB criaram porque foi obrigado pela Justiça, em decisão obtida pelas corporações.
• Na área de atendimento ao cidadão contribuinte, criamos o Vapt Vupt, implantando 90 unidades do serviço em todo o Estado, ofertando um serviço de excelência que simplificou a emissão de documentos, o pagamento de tributos, entre outros serviços.
Portanto, os recursos do governo de Goiás, nos primeiros e em todos os anos dos governos de Marconi, foram aplicados na valorização dos servidores, que prestam serviços à população, e em obras de infraestrutura social e econômica que levaram Goiás ao primeiro time de Estados do Brasil.
Goiânia, 6 de dezembro de 2020.
PSDB de Goiás.
Economia Marconi Perillo PSDB