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Na reavaliação semanal (sempre às sextas-feiras), caso a ocupação de leitos fique abaixo de 75%, será liberado o funcionamento de atividades com escalonamento intermitente, modelo que Aparecida de Goiânia adotou no segundo semestre de 2020
Para evitar colapso, comércio e outras atividades voltam a fechar em Goiânia
26/02/2021, às 19:00 · Por Eduardo Horacio
Os prefeitos Região Metropolitana de Goiânia (RMG) decidiram, em reunião liderada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM), pelo fechamento, a partir de segunda-feira, 1º de março, de todas as atividades econômicas não essenciais em função do iminente colapso hospitalar decorrente da onda mais forte de casos de Covid-19 no Estado. Um número alarmante foi a testagem em massa na Região da 44, onde se constatou pelo exame RT-PCR que 21% das pessoas testaram positivo para Covid-19. Os municípios da RMG sofrem com a segunda onda da doença, assim como dezenas do interior. Aparecida, por exemplo, teve uma semana com 34% de testes positivos para a Covid-19.
Haverá reavaliação da quarentena a cada sete dias. As medidas foram anunciadas em entrevista coletiva na sexta-feira, 26, no Paço Municipal, local da reunião. Ficou decidido também a criação de um Comitê Metropolitano específico e permanente para deliberar sobre o enfrentamento à pandemia.
Só devem permanecer abertos nesse período indústrias essenciais como supermercados, farmácias, distribuidoras de gás, postos de gasolina, borracharia, oficinas mecânicas e pet shops - e nada mais além disso. Escritórios, academias e comércios em geral deverão ser fechados.
Na reavaliação semanal (sempre às sextas-feiras), caso a ocupação de leitos fique abaixo de 75%, será liberado o funcionamento de atividades com escalonamento intermitente, modelo que Aparecida de Goiânia adotou no segundo semestre de 2020.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha destacou que sua cidade vive "o pior momento da pandemia" e, diante do cenário, é preciso buscar uma saída para o problema. "Busquei o prefeito de Goiânia Rogério Cruz (Republicanos), que, muito inteligente, disse que deveríamos buscar outros prefeitos. Falamos com o governador, que desmarcou todos os compromissos para estar hoje conosco", afirmou.
O governador Ronaldo Caiado enfatizou, durante entrevista coletiva, que o Estado deve abrir novos leitos para pacientes com covid-19 até a próxima semana, mas isso, conforme destacou, não é suficiente. "Neste momento isso não basta para conter a disseminação do vírus", pontuou. "Essa variante já tem uma contaminação comunitária", alertou. Caiado também citou que a medida de fechar a maior parte das atividades por sete dias não incluiria o transporte coletivo. "Não tem como parar o transporte", disse.
Além dos prefeitos de Goiânia e Aparecida de Goiânia, participaram da reunião prefeitos ou representantes de Abadia de Goiás, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Caldazinha, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás e Trindade.
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