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Foto: Alberto Maia/Câmara de Vereadores de GoiâniaRomário Policarpo, presidente da Câmara de Goiânia: gabinetes de segurança devem custar R$ 1 milhão por ano ao contribuinte
Presidente da Câmara retira 46 policiais das ruas para cuidar da segurança de vereadores
18/04/2019, às 00:05 · Por Diene Batista
Ao derrubar o veto do prefeito Iris Rezende, a Câmara de Vereadores de Goiânia sancionou o Projeto de Lei (PL) que eleva para 46 o número de agentes de segurança à disposição do legislativo municipal. O PL, de autoria da Mesa Diretora, reforça a vocação do atual presidente da Casa, Romário Policarpo (Pros), de elevar gastos com pessoal.
Ao todo serão destacados até 15 policiais militares, 25 guardas civis metropolitanos e 6 agentes do Corpo de Bombeiros para cuidar da segurança da Câmara. Todo esse contingente, portanto, estará fora das ruas e lotados em gabinetes específicos. Vale ressaltar que essas corporações convivem há anos com déficit de contingente para garantir a segurança da população.
A montagem dos gabinetes da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros terá um custo extra para a Câmara de Vereadores. Cada policial receberá gratificação de 30% nos vencimentos para cuidar da segurança dos vereadores da capital. Apesar de a Mesa Diretora da Câmara não apresentar à população a estimativa de gastos, os novos gabinetes devem custar próximo de R$ 1 milhão por ano ao contribuinte.
Ao rejeitar o Projeto de Lei da Câmara, o prefeito Iris Rezende enfatizou a necessidade de o chefe do Poder Legislativo fazer economia. Também elencou nos argumentos o déficit de policiais para atender a população e o bom serviço já prestado à Câmara. Não foi o suficiente para convencer os vereadores.
Romário Policarpo, que também é Guarda Municipal, viu a iniciativa do prefeito como retaliação pessoal. Com o impasse formado, o líder do prefeito na Casa Tiãozinho Porto (Pros) não fechou questão e o veto do Executivo foi rejeitado por ampla maioria: 25 votos a 4.
Eleito para comandar a Câmara de Vereadores no biênio 2019/2020, a gestão de Romário Policarpo já é marcada pela elevação de gastos com pessoal. Um dos primeiros atos do novo presidente foi a criação de 130 novos cargos de assessoramento distribuídos entre a Mesa Diretora e os gabinetes dos vereadores.
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