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Lívia Barbosa/Divulgação
O ex-deputado federal, que é odontólogo, foi vacinado no dia 4 de fevereiro, quando profissionais da área tiveram acesso ao imunizante
Ministério Público apura se ex-deputado Jovair Arantes cometeu crime de peculato ao tomar vacina contra a Covid-19
13/03/2021, às 04:00 · Por Izabella Vilella
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) vai apurar se o ex-deputado federal Jovair Arantes (MDB) cometeu crime de peculato ao ser imunizado contra a Covid-19 sem a observância das normas sanitárias e prioridades de vacinação. Jovair, que tem 69 anos de idade, é odontólogo e foi vacinado no dia 4 de fevereiro, quando profissionais da área tiveram acesso ao imunizante.
Na data, a Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás (UFG) recebeu odontólogos, auxiliares e técnicos de higiene bucal que estão atuando na assistência à saúde da população. As pessoas que deveriam ter recebido a vacina, até o momento, são os profissionais da saúde que estão na linha de frente da Covid-19, idosos e pessoas deficientes institucionalizados, assim como prevê o Plano Nacional de Imunização.
De acordo com a promotora de Justiça Marlene Nunes, a imunização do ex-parlamentar, que possui inscrição regular no Conselho Regional de Odontologia (CRO-GO), não teve a devida comprovação da efetiva atuação profissional em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, em contato direto com pacientes. Segundo a promotora, esse requisito é indispensável para a legítima habilitação do trabalhador da saúde para a vacinação.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, no inquérito civil, que, naquela etapa da campanha de imunização, os conselhos profissionais deram apoio para operacionalização da vacinação, fazendo a triagem dos que receberiam a vacina. A conduta do presidente do CRO, Renerson Gomes dos Santos, também foi encaminhada para avaliação no âmbito criminal.
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