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Já se passaram mais de duas semanas e o senador Vanderlan Cardoso (PSD) ainda não saiu em defesa do prefeito de Senador Canedo Fernando Pellozo (PSD), que enfrenta um processo de impeachment na Câmara de Vereadores
Duas semanas depois, Vanderlan ainda segue em silêncio sobre processo de impeachment do prefeito aliado de Senador Canedo, Fernando Pellozo
09/04/2021, às 11:50 · Por Eduardo Horacio
Já se passaram mais de duas semanas e o senador Vanderlan
Cardoso (PSD) ainda não saiu em defesa do prefeito de Senador Canedo Fernando
Pellozo (PSD), que enfrenta um processo de impeachment na Câmara de Vereadores,
o que causa estranhamento entre aliados de Pelozzo. O prefeito foi denunciado
por uma suposta contratação irregular de um hospital particular para o
enfrentamento da Covid-19 na cidade.
O silêncio de Vanderlan Cardoso causa estranhamento por ele
ser o principal aliado e fator determinante para a vitória de Pellozo
sobre o então prefeito Divino Lemes (Podemos), que concorria à reeleição, no
pleito de novembro do ano passado. Com apoio do senador, o então candidato do
PSD foi eleito com quase dois terços dos votos na cidade.
Fernando Pellozo é acusado de firmar contrato irregular no
valor de R$ 11 milhões com um hospital particular da cidade para o
enfrentamento da Covid-19. O hospital seria de propriedade de Alsueres Mariano,
que responde processo por improbidade administrativa, o que impediria a
efetivação de contrato com o Poder Público.
Investigação
Em votação secreta, a Câmara Municipal de Senador Canedo aprovou a abertura
do processo de investigação por 10 votos a 5. Após a decisão de investigar o
prefeito, uma comissão presidida pelo vereador Vilmar Lima (PSDB) foi formada
para dar andamento ao processo. Os vereadores Sérgio Bravo Júnior (PL), relator
da denúncia, e Anderson Alves (PRTB) também compõem a comissão.
No rito definido pelo Legislativo, o prefeito terá 10 dias
úteis para apresentar sua defesa. Em seguida, a comissão decidirá, por maioria
simples, se leva o caso ao plenário da Casa ou se arquiva o processo. Nessa
hipótese, o prefeito Fernando Pellozo teria de obter a maioria simples dos
votos (8 de 15 parlamentares) para não ser afastado.
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