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No caso específico de Goiás foram 115.500 unidades de cloroquina e 187.530 unidades de oseltamivir, além de 13.500 unidades de hidroxicloroquina totalizando 316.530 unidades do chamado ‘kit covid"
Alvo de CPI, Goiás teria recebido mais de 115 mil unidades de cloroquina em ‘Kit Covid’
20/04/2021, às 08:10 · Por Redação
Reportagem publicada na última sexta-feira, 16, pelo Poder 360, mostra que a maioria dos estados, incluindo Goiás, recebeu mais medicamentos do chamado ‘kit covid’ do que medicamentos eficazes para tratamento de pacientes intubados com quadro grave de Covid-19.
Desde junho do ano passado, o Ministério da Saúde remeteu 21,6 milhões de unidades de difosfato de cloroquina, hidroxicloroquina e fosfato de oseltamivir aos Estados e ao Distrito Federal.
Embora não tenham eficácia alguma contra a Covid-19, o governo federal enviou esse tipo de fármaco mais do que os sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides necessários para a intubação de pacientes.
O Ministério da Saúde enviou, ao todo, 8,61 milhões de unidades desses remédios desde junho de 2020.
No caso específico de Goiás foram 115.500 unidades de cloroquina e 187.530 unidades de oseltamivir, além de 13.500 unidades de hidroxicloroquina totalizando 316.530 unidades do chamado ‘kit covid’, ao valor total de R$ 723.023.
Enquanto as ampolas do ‘kit intubação’ foram 240.732 no total. Os dados são da Plataforma LocalizaSUS.
O Estado que mais recebeu medicamentos do chamado ‘kit covid’ foi São Paulo, com 7.139.750 comprimidos. Amapá, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins receberam mais medicamentos para intubação do que cloroquina, hidroxicloroquina e tamiflu.
A Secretaria de Estado da Saúde diz que oseltamivir não é considerada pelo Ministério da Saúde como parte do ‘kit covid’ já que é usada para tratamento de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
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