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No rito de impeachment definido pelo Legislativo, o prefeito terá 10 dias úteis para apresentar sua defesa em cada uma das denúncias
Por unanimidade, vereadores aceitam 3º pedido de impeachment contra Pellozo, mas Vanderlan segue em silêncio
22/04/2021, às 15:30 · Por Eduardo Horacio
Por unanimidade (14 a 0), a Câmara Vereadores de Senador
Canedo aceitou a terceira denúncia contra o prefeito Fernando Pellozo (PSD), na
sessão desta quinta-feira, 22. Apenas um vereador (Eliel José, do Podemos) não
participou da sessão. Os parlamentares suspeitam de um contrato de auditoria na
Secretaria de Saúde do município. Os vereadores Welma Lira (Patriota), Wesley
de Souza (Pros) e Anderson Gaúcho (PRTB) farão parte dessa terceira comissão
que investiga a denúncia.
Principal cabo eleitoral de Pellozo, o senador Vanderlan
Cardoso (PSD) ainda não saiu em defesa do prefeito, o que causa estranhamento
entre aliados de Pelozzo. O silêncio de Vanderlan Cardoso causa estranhamento
por ele ser o principal aliado e fator determinante para a vitória de Pellozo
sobre o então prefeito Divino Lemes (Podemos), que concorria à reeleição, no
pleito de novembro do ano passado. Com apoio do senador, o então candidato do
PSD foi eleito com quase dois terços dos votos na cidade.
“Eu acredito que a administração do prefeito Fernando
Pellozo se exauriu, não tem condições, o prefeito não tem capacidade e por
unanimidade os vereadores acataram a denúncia onde um médico foi contratado
para fiscalizar ele mesmo, ou seja, três contratos para auditar a empresa, o
serviço dele como médico e ele também contratado como auditor. Então a Câmara
não vai fugir de investigar essa denúncia”, afirmou Reinaldo Alves (DEM) ao
site Diário de Goiás. Reinaldo é aliado de Vanderlan.
No dia 4 de abril os parlamentares também aceitaram a
primeira denúncia contra o chefe do Executivo. Nesta primeira acusação, o
prefeito foi denunciado por firmar contrato irregular no valor de R$ 11 milhões
com um hospital particular da cidade para o enfrentamento da Covid-19. O
hospital seria de propriedade de Alsueres Mariano, que responde processo por
improbidade administrativa, o que impediria a efetivação de contrato com o
Poder Público
Dezesseis dias depois, na terça-feira, 20, o Legislativo
recebeu e aceitou (por 12 a 2) a segunda denúncia contra o prefeito, com
suspeita de irregularidade num decreto de reajuste salarial no município.
Impeachment
No rito definido pelo Legislativo, o prefeito terá 10 dias úteis para
apresentar sua defesa em cada uma das denúncias. Em seguida, a comissão
decidirá, por maioria simples, se leva o caso ao plenário da Casa ou se arquiva
o processo. Nessa hipótese, o prefeito Fernando Pellozo teria de obter a
maioria simples dos votos (8 de 15 parlamentares) para não ser afastado. Pelas
votações da Casa, Pellozo hoje não tem essa maioria e nem conta com o apoio de
Vanderlan para tê-la. Mas o cenário pode mudar nos próximos dias.
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