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Segundo Mauro Rubem, se houver necessidade, a prefeitura poderia pagar horas-extras aos servidores
Questionada pelo TCM, Prefeitura adia terceirização da aplicação de vacinas em Goiânia
21/05/2021, às 15:20 · Por Eduardo Horacio
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) comunicou em nota o
adiamento do pregão eletrônico para contratação de empresa para aplicação de 1
milhão de doses de vacinas em Goiânia que seria realizado nesta sexta-feira,
21. Sem previsão de nova data, o motivo alegado para o cancelamento foi a
necessidade de prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas dos Municípios
(TCM).
O TCM foi acionado a partir de denúncia de uma das empresas
concorrentes. De acordo com essa empresa, exigências impostas à licitação
extrapolam a isonomia do certamente, restringindo à poucas interessadas. A
empresa teria de ter histórico de aplicação de pelo menos 500 mil doses de
vacinas. Com a denúncia, o TCM fez questionamentos à Prefeitura de Goiânia.
A contratação de uma empresa para aplicação de vacinas em
Goiânia gerou polêmica pelo ineditismo. A Capital jamais terceirizou esse
serviço e também não há registro de contratos semelhantes em outras capitais. A
Prefeitura não divulgou o valor previsto para a execução do serviço.
O vereador Mauro Rubem (PT), um dos poucos independentes na
Câmara de Goiânia, afirma que a Prefeitura dispõe de equipes suficientes para
manter a execução da vacinação. Segundo ele, se houver necessidade, a prefeitura
poderia pagar horas-extras aos servidores.
A SMS alega sobrecarga de trabalho aos servidores com o
prolongamento da pandemia para justificar a terceirização da aplicação de
vacinas. Porém, foram registradas poucas intercorrências na aplicação de 580
mil doses de imunizantes contra a Covid-19 em Goiânia.
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