Poder Goiás
Goiânia, 04/04/25
Matérias
Divulgação

Economistas alertam que não basta atrair indústrias, mas é preciso investir em outros tipos de atrativos

Renúncia fiscal não foi suficiente para manter crescimento industrial em Goiás, aponta CNI

29/05/2021, às 19:04 · Por Redação

Renúncias fiscais de ICMS não se sustentaram como fator de atração de indústrias e se tornaram política equivocada entre 2008 e 2018.

Alvo de CPI, cujas investigações produziram em 500 páginas, a conclusão foi de que não se poderia continuar abrindo mão de R$ 8 bilhões relativos à renúncia fiscal.

Esse é um recurso que, caso investido em infraestrutura e formação de mão de obra qualificada, teria colocado o Estado em destaque na atração de investimentos e indústrias.

Levantamento feito pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), e divulgado na última semana, apontou o desempenho da industrialização brasileira entre 2008 e 2018, levando em consideração os estados.

Entre o biênio 2007/2008 Goiás tinha 2,83% de participação na industrialização brasileira, porém, terminou o ciclo dos gestores que defendiam balizas legais como Fomentar e Produzir, em 2018, registrou 2,91% de participação industrial.

De acordo com o levantamento da CNI, Goiás é o estado mais industrializado do Centro-Oeste e no ranking brasileiro aparece em nono lugar.

Os dados da CNI negam ainda a eficácia da política adotada no período e hoje, economistas alertam que não basta atrair indústrias, mas é preciso investir em outros tipos de atrativos.

O economista-chefe da CNI, Renato Fonseca, ressalta que os incentivos fiscais já tiveram protagonismo no passado e atualmente só prejudicariam o Estado.

"Investir em educação de um modo geral e profissional, na diminuição de burocracias para facilitar que as empresas sejam abertas no Estado e principalmente na logística barata e fácil de escoar, são pontos mais importantes", destaca. 

“Nos últimos anos o estado que mais dava incentivo fiscal era São Paulo. Atualmente, Bahia e Pernambuco atraem empresas pelas suas novas estruturas. Goiás desponta menos no Centro-Oeste do que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que se tornou um dos mais importantes no setor de celulose e papel na última década".

“É mais fácil um estado que está começando o seu processo de crescimento industrial  ter um crescimento mais forte. Ainda assim, é importante ter esse investimento que vai atrair essas empresas, que é ter uma boa infraestrutura de logística, estamos no centro do país, precisamos que os produtos cheguem aos estados do litoral”, comentou o economista em entrevista concedida ao Jornal Opção.    




Incentivos Fiscais Governo de Goiás