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Arquivo Pessoal/Arquidones
Em vídeo gravado na sede da Polícia Federal, Arquidones relata que foi preso com truculência, algemado e jogado ao chão
PM-GO prende dirigente do PT de Goiás por faixa contra Bolsonaro, mas Polícia Civil e Polícia Federal não veem base para prisão
31/05/2021, às 22:22 · Por Eduardo Horacio
O secretário estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em
Goiás, Arquidones Bites, foi preso nesta segunda-feira, 31, em Trindade, na
região metropolitana de Goiânia, ao utilizar uma faixa no capô do carro com a
frase: “Fora Bolsonaro, Genocida!”. Arquidones foi enquadrado na Lei de
Segurança Nacional e que foi levado pela Polícia Militar (PM) para a sede da
Polícia Federal (PF) em Goiânia. Dirigente histórico do PT, Arquidones perdeu
um irmão e um sobrinho para a Covid-19 no fim de março deste ano.
Já na sede da Polícia Federal, o delegado Franklin Roosevelt (da PF) disse que não enquadrou, nem vai enquadrar, o professor de história Arquidones Bites na Lei de Segurança Nacional por “não vislumbrar base legal”. Ele só foi levado para a seda da Polícia Federal porque, antes, a Polícia Civil de Trindade também não quis registrar o caso por entender que não houve crime.
O relato
A namorada de Arquidones estava com o carro (que contém a faixa no capô) em um salão de beleza em Trindade. Um policial militar entrou no salão atrás do proprietário do carro, dizendo que ele poderia ser preso por "propagar calúnia". Ela então chamou o namorado, que era o dono do carro, e ele foi preso e algemado.
“Acreditamos que
possa ter relação com as manifestações que ocorreram nesse final de semana pelo
País. É um absurdo tão grande essa prisão! Abuso de
autoridade explícito! A PC de Trindade nem quis registrar o caso, não
satisfeitos, os PMs trouxeram o Arquidones para a PF em Goiânia”, disse
Kátia Maria, presidente estadual do PT.
Em vídeo gravado na sede da Polícia Federal, Arquidones
relata que foi preso com truculência, algemado e jogado ao chão. O policial
militar que aparece nas imagens disse que sofreu desacato e que o prendeu com
base na lei de segurança nacional.
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