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Goiânia, 04/04/25
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Arquivo Pessoal/Arquidones

Em vídeo gravado na sede da Polícia Federal, Arquidones relata que foi preso com truculência, algemado e jogado ao chão

PM-GO prende dirigente do PT de Goiás por faixa contra Bolsonaro, mas Polícia Civil e Polícia Federal não veem base para prisão

31/05/2021, às 22:22 · Por Eduardo Horacio

O secretário estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás, Arquidones Bites, foi preso nesta segunda-feira, 31, em Trindade, na região metropolitana de Goiânia, ao utilizar uma faixa no capô do carro com a frase: “Fora Bolsonaro, Genocida!”. Arquidones foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional e que foi levado pela Polícia Militar (PM) para a sede da Polícia Federal (PF) em Goiânia. Dirigente histórico do PT, Arquidones perdeu um irmão e um sobrinho para a Covid-19 no fim de março deste ano.

Já na sede da Polícia Federal, o delegado Franklin Roosevelt (da PF) disse que não enquadrou, nem vai enquadrar, o professor de história Arquidones Bites na Lei de Segurança Nacional por “não vislumbrar base legal”. Ele só foi levado para a seda da Polícia Federal porque, antes, a Polícia Civil de Trindade também não quis registrar o caso por entender que não houve crime.

O relato
A namorada de Arquidones estava com o carro (que contém a faixa no capô) em um salão de beleza em Trindade. Um policial militar entrou no salão atrás do proprietário do carro, dizendo que ele poderia ser preso por "propagar calúnia". Ela então chamou o namorado, que era o dono do carro, e ele foi preso e algemado.

“Acreditamos que possa ter relação com as manifestações que ocorreram nesse final de semana pelo País. É um absurdo tão grande essa prisão! Abuso de autoridade explícito! A PC de Trindade nem quis registrar o caso, não satisfeitos, os PMs trouxeram o Arquidones para a PF em Goiânia”, disse Kátia Maria, presidente estadual do PT.

Em vídeo gravado na sede da Polícia Federal, Arquidones relata que foi preso com truculência, algemado e jogado ao chão. O policial militar que aparece nas imagens disse que sofreu desacato e que o prendeu com base na lei de segurança nacional. 


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