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Foto: Wesley Costa
O Estado informou que recebeu cloroquina do governo federal e distribuiu entre os municípios goianos, seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), mas não recomendando em caso de Covid-19
Em resposta à CPI, governador afirma que Goiás fez alertas contra uso de Kit Covid
11/06/2021, às 14:03 · Por Eduardo Horacio
O governador Ronaldo Caiado (DEM) enviou ofício à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as decisões do governo federal
durante a pandemia da Covid-19, respondendo que a Secretaria de Estado da Saúde
de Goiás (SES-GO) fez alertas contra o uso do chamado ‘Kit Covid’ e em momento
algum incentivou o uso de medicamentos sem comprovação cientifica – na verdade,
com ineficácia comprovada.
As informações se deram em resposta ao ofício encaminhado pela CPI a todos os governadores sobre os protocolos medicamentosos usados nos pacientes com Covid-19. “Por não haver comprovação científica de eficácia, não haver benefícios comprovados para os pacientes e devido ao risco de causar efeitos colaterais indesejados”, detalha o documento informando que Goiás jamais comprou medicamentos para o chamado tratamento precoce, que não existe.
O Estado informou que recebeu cloroquina do governo federal e distribuiu entre os municípios goianos, seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS). Ao fazer a distribuição, porém, a Superintendência de Atenção Integral à Saúde da SES elaborou notas técnicas que não recomendavam a utilização da cloroquina e não adotava as orientações do Ministério. “Porém, deixava claro que a prescrição do medicamento é discricionariedade do médico e mediante o livre consentimento do paciente”, explica o ofício.
“Fica, por conseguinte, nítido que a atuação da Secretaria de Estado da Saúde se deu conforme os protocolos oficiais e as estratégias baseadas em evidências, de modo a primar sempre pelo direito dos usuários do SUS”, encerra o ofício enviado à CPI. O documento foi assinado pelo governador Ronaldo Caiado e pelos secretários Ismael Alexandrino (Saúde), Cristiane Schimidt (Economia) e Henrique Ziller (Controladoria Geral do Estado).
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