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Foto: Júnior Guimarães
Caiado ao lado de Vanusa Valadares e José Nelto: a Emater de Porangatu também trabalha com pesquisas voltadas para o aumento da produtividade de outras cultivares
Em Porangatu, Caiado assina termo de convênio entre Emater e Embrapa para pesquisas científicas
19/06/2021, às 03:09 · Por Eduardo Horacio
O governador Ronaldo Caiado conheceu, nesta quinta-feira
(17/06), as instalações da Estação Experimental da Agência Goiana de
Assistência Técnica, Extensão Rural, e Pesquisa Agropecuária (Emater), em
Porangatu. No local é desenvolvido um programa de melhoramento genético da
mandioca. “Essa instituição ficou esquecida em Goiás, as pessoas não
acreditavam que ela pudesse sobreviver. O nosso governo dá todo apoio para que
ela realmente resgate a importância que tem”, afirmou.
Na unidade, o governador assinou um termo de convênio entre
a Estação Experimental da Emater e a Embrapa. A parceria terá duração de cinco
anos e será investido R$ 1,5 milhão em pesquisas científicas. “Apoiamos a
pesquisa para que, no futuro, tenhamos maior produtividade, com a preservação
do meio ambiente e alimento na mesa do povo brasileiro”, projetou Caiado.
A pesquisa, realizada com a espécie Manihot esculenta, busca
garantir variedades mais produtivas e que sejam adaptadas às condições de
plantio das regiões Norte e Nordeste. A meta é compartilhar a tecnologia com os
agricultores familiares goianos, a fim de alavancar a produção. “Nós queremos
que essas tecnologias que desenvolvemos aqui possam chegar nas cadeias
produtivas da agricultura familiar para que eles tenham melhoria de renda,
produtividade e qualidade de vida”, afirmou o presidente da Emater, Pedro
Leonardo.
A unidade da Emater em Porangatu é uma das sete no Estado
voltadas para pesquisas. Atualmente, segundo a agência, a produtividade média
da mandioca é de 12 toneladas por hectare. Com as pesquisas, a meta é atingir
50 toneladas por hectare, um aumento significativo na produtividade de quem
trabalha na agricultura familiar. “Acreditamos que vamos apresentar resultados
ao produtor num curto espaço de tempo”, afirmou o agrônomo da Emater, Ivanildo
Ramalho do Nascimento.
O projeto é responsável pela manutenção de uma coleção de 20
genótipos de mandiocas, obtidos através de coletas nas principais áreas de
plantio do Estado. Cultivados na Estação Experimental, os genótipos são
avaliados para que os mais produtivos sejam utilizados como progenitores. A
partir daí, o cruzamento genético permite o aparecimento das novas combinações,
compostas pelas variedades que a pesquisa espera resultar.
A Emater de Porangatu também trabalha com pesquisas voltadas
para o aumento da produtividade de outras cultivares. Entre elas, a banana
resistente ao Mal-do-Panamá, que é um fungo do solo, e o arroz de terras altas.
De acordo com Vagner Alves Silva, agrônomo da Agência, o
clima da região tem motivado parte dos estudos. “Em relação à temperatura, a
região Norte é totalmente diferente de outras regiões produtivas, como o
Sudoeste e Sul de Goiás. Temos trabalhado, no caso do arroz, para produzir uma
variedade que fuja do período de veranico que tanto derruba os produtores dessa
cultura”, explicou.
Indústria de Biocombustíveis
Na sequência, Caiado e comitiva conheceram a indústria Olfar S/A Alimento e
Energia, localizada às margens da BR-153, na zona rural de Porangatu. Há cerca
de um ano, um acordo firmado pelo Governo de Goiás junto à empresa concedeu
incentivos fiscais diferenciados, focados em potencializar a produção e a
contratação de mão de obra nas regiões mais vulneráveis do Estado. O local
produz biodiesel e óleo de soja bruto. “É Goiás plantando tecnologia no extremo
Norte do Estado e abastecendo o Brasil todo”, celebrou o governador.
Com a parceria, a Olfar passou a integrar o programa voltado
para a instalação de indústrias em municípios considerados prioritários, como é
o caso desse município. A iniciativa atrai empresas para se instalarem nas
regiões mais vulneráveis, segundo o Índice Multidimensional de Carência das
Famílias Goiás (IMCF). O Norte e Nordeste goianos, além do Entorno do Distrito
Federal, integram o projeto.
A indústria produz 37 mil litros de biodiesel por hora,
cerca de 700 mil litros por dia. Segundo o gerente da usina, Samoel Chiapett, a
empresa quer aumentar a produtividade. “Nós temos a capacidade de triplicar
nossa produção. Podemos chegar a 1,8 milhões de litros diariamente”, projetou.
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