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Como Goiânia faz também vacinação em locais como drive-thru, onde não é possível lançar imediatamente as doses no sistema Conect SUS, os dados são anotados manualmente e depois lançados do sistema
Estado e Prefeitura negam aplicação de vacinas vencidas em Goiás
03/07/2021, às 11:11 · Por Eduardo Horacio
A Prefeitura de Goiânia diz garantir que não houve aplicação
de doses vencidas da vacina AztraZeneca na população, conforme publicado na
Folha de S.Paulo na edição desta sexta-feira, 2.
Das vacinas vencidas, segundo matéria da Folha, 82 teriam
sido aplicadas em Goiás. O levantamento do jornal aponta que foram 60
ocorrências em Goiânia e quatro em Aparecida de Goiânia, as cidades do Estado
com mais registros. Todas as doses são pertencentes ao mesmo lote: 4120Z005,
com vencimento em 14 de abril.
“As vacinas chegam do Ministério da Saúde com prazo de
validade de aproximadamente dois meses e não ficam guardadas. A secretaria tem
aplicado as doses que recebe em três, quatro dias, e depois chega a ficar
sem vacinas no estoque”, afirma nota oficial.
Como Goiânia faz vacinação em locais como drive-thru, onde
não é possível lançar imediatamente as doses no sistema Conect SUS, os
dados são anotados manualmente e depois lançados do sistema.
A Prefeitura admite que “em alguns casos houve erro neste
lançamento posterior, em vez de colocar da data de aplicação, colocaram a data
do dia do lançamento”, mas a secretaria diz garantir que, em Goiânia, não houve
aplicação de doses vencidas em moradores do município.
Estado
Já a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (SES-GO) também negou que vacinas
vencidas tenham sido aplicadas no Estado. Segundo a pasta, o que se detectou
até agora foram falhas no momento do lançamento do lote dos imunizantes e da data
da vacinação no sistema de informação oficial
A secretaria, no entanto, diz que as vacinas em questão
chegaram ao Estado no início da campanha e foram utilizadas na totalidade em
tempo oportuno, ou seja, antes do vencimento. “Desde abril deste ano, a SES-GO
monitora a ocorrência de registros equivocados no sistema de informação
oficial. Até o momento, todas as situações foram analisadas uma por uma e não
houve confirmação do uso de vacinas fora do prazo de validade”, afirma a pasta
em nota.
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