Matérias
Divulgação
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Politicas Afirmativas apura o caso
Superintendente e gerente dos Direitos Humanos de Goiânia são criticados por falas homofóbicas
09/07/2021, às 15:45 · Por Redação
O superintendente da Juventude de Goiânia, Pastor Kleber Frank Mendonça e o gerente de Articulações e Ações Temáticas de Juventude da Prefeitura de Goiânia, Ismael de Jesus, publicaram vídeos e mensagens consideradas homofóbicas no Instagram e estão sendo alvo de críticas na internet. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Politicas Afirmativas apura o caso.
Ismael publicou um vídeo, nos stories do Instagram, em que comenta uma notícia cujo título é “Grupo LGBT recorre na Justiça para tornar réu jogadro que escolheu camisa 25, ao invés de jogar com a 24 na seleção” e sugere perguntas.
Um seguidor comenta: “ser hétero vai começar a ser crime”. Ismael, que é servidor comissionado da Prefeitura de Goiânia, responde: “estou começando a sentir que as coisas estão caminhando para isso também. Eu prefiro ficar preso. Ir para a cadeia. É um absurdo”, diz.
Já Kleber Frank Medonça responde pergunta de um seguidor do Instagram: “Como lidar com uma adolescente de 12 que diz ser bi?”. Ele responde: “com esta idade, ele não tem ainda está percepção, porém pode estar sendo levado pelas modinhas sexuais existentes e desconhecidas por você”.
Ato
Um protesto foi realizado nesta quinta-feira, 8, em frente à Câmara Municipal pretende repudiar falas homofóficas de servidores em Goiânia. O protesto terá participação da União Estadual dos Estudantes; União da Juventude Socialista; Coletivo Colore e Quilombo, além de outras entidades.
“Estamos nos posicionando e lutando por um estado de direito em que haja respeito, principalmente vindo de pessoas que ocupam cargos como o que esses servidores ocupam. Discursos como esses tem se tornado algo comum de se ver na política, principalmente aqui em Goiás”, aponta Júnior Ferreira, vice-presidente da UNE em Goiás.
Em nota, a secretária Municipal de Direitos Humanos e Politicas Afirmativas, Cristina Lopes, diz que irá apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis, após entender a situação.
Direitos Humanos Prefeitura de Goiânia Direitos Humanos Homofobia