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Lucas desenvolveu um biossensor eletroquímico de baixo custo para diagnóstico de Dengue e Zika vírus
Estudante da UFG é premiado pelo CNPq por estudos sobre Dengue e Zika vírus
15/07/2021, às 07:20 · Por Redação
O estudante Lucas Ferreira de Castro, do curso de Química da
UFG, orientado pelo professor Wendell Tomazelli Coltro, conquistou o Prêmio
Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na categoria Bolsista
de Iniciação Tecnológica, na área de Ciências Exatas, da Terra e
Engenharia.
É a primeira vez que um bolsista de iniciação científica ou
tecnológica da UFG recebe a honraria. Para a seleção, foram considerados
aspectos como relevância e qualidade do relatório final do estudante,
originalidade, inovação e aplicação prática da pesquisa para a solução de
problemas concretos, entre outros critérios. Lucas Castro participou do
Programa de Iniciação à Pesquisa Científica, Tecnológica e em Inovação (PIP) da
UFG.
Ele conquistou o prêmio com o trabalho “Fabricação de
imunossensores feitos de papel e grafite modificado com quitosana para detecção
eletroquímica de biomarcadores de Dengue e Zika”. Lucas desenvolveu um
biossensor eletroquímico de baixo custo para diagnóstico de Dengue e Zika
vírus.
O plano de trabalho desenvolvido pelo estudante faz parte do projeto
“Desenvolvimento de plataformas microfluídicas para aplicações analíticas e
bioanalíticas”, coordenado pelo professor Wendell, financiado pelo CNPq e
apoiado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioanalítica
(INCTBio).
Com o prêmio, Lucas terá direito a: quantia no valor bruto
de R$ 7 mil e uma bolsa de mestrado ou doutorado. Também estava prevista
passagem aérea e hospedagem para participação na 73ª Reunião Anual da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada em 2021, mas o
evento vai ocorrer de forma virtual.
De acordo com a diretora de pesquisa da Pró-reitoria de
Pesquisa e Inovação da UFG (PRPI), Rejane Faria Ribeiro-Rotta, a premiação
reflete o esforço que a UFG tem feito para fortalecer o seu Programa de
Iniciação à Pesquisa. " O PIP, um Programa que qualifica a formação do
estudante, também favorece o desenvolvimento de um conjunto de habilidades para
a resolução de questões complexas, espírito crítico, de organização; trabalhar
a escrita científica e a verbalização das ideias, desenvolvimento e
gerenciamento de projetos, fortalecimento de princípios éticos e profissionais,
a capacidade de pensamento abstrato, a formação de redes para a troca de
experiências. E esse conjunto de habilidades que vão sendo desenvolvidas,
quando encontra pesquisadores que investem, abrindo espaço para esses
estudantes dentro de seus importantes projetos, principalmente aqueles que vão
direto para a resolução de problemas do seio da sociedade, resulta nesse
reconhecimento que nós obtivemos, por parte do ecossistema de ciência e
tecnologia nacional", explicou.
A entrega do prêmio, que está em sua 18ª edição, está
prevista para ocorrer, de forma virtual, durante a Reunião Anual da Sociedade
Brasileira para a Ciência (SBPC), no dia 21 de julho de 2021, às 14h. O link da
cerimônia será divulgado em breve.
Wendell Coltro é professor e diretor do Instituto de Química da UFG. Bacharel
em Química (2001) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), possui mestrado
(2004) e doutorado (2008) em Ciências com ênfase em química analítica pela
Universidade de São Paulo (USP), este último com período sanduíche (2006) na
Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. Também realizou estágio de
pós-doutoramento (2008-2009) na USP. Tem experiência na área de química
analítica, com ênfase em instrumentação analítica, microfabricação,
microfluídica, eletroforese, detecção eletroquímica e química forense. Em 2010,
recebeu o Prêmio CAPES de Tese 2009. Em 2014, foi selecionado entre os Inovadores
com menos de 35 anos, pelo MIT Technology Review, do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Em 2015, recebeu o
Prêmio Química Nova para Jovens Autores, concedido pela Sociedade Brasileira de
Química (SBQ). Em 2016, recebeu o III Prêmio de Popularização da Ciência,
concedido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). É
membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
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