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Foto: PUC-GO/Acervo
No total, Hidasi ajudou a criar e consolidar 14 museus em todo o País
Aos 95 anos, morre o professor José Hidasi em Goiânia
19/07/2021, às 19:00 · Por Eduardo Horacio
O professor José Hidasi morreu na manhã desta segunda-feira,
19, aos 95 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele estava
internado desde o último dia 15 no Hospital Monte Sinai, em Goiânia. Ele foi o
fundador do Museu de Ornitologia de Goiânia, em 1968.
José Hidasi nasceu na Hungria, em 1926, e chegou a lugar na
Segunda Guerra Mundial como segundo-tenente. Após o fim da guerra, morou na
Alemanha e, posteriormente, na França, onde se formou em Ciências Naturais.
Chegou ao Brasil em 1950 e trabalhou primeiro no Museu de
História Natural, no Rio de Janeiro. Veio para Goiás dois anos depois, em 1952,
para trabalhar na Fundação Brasil Central, em Aragarças. Tinha a missão de
catalogar os animais que pudesse encontrar no período de ocupação da Amazônia.
No documentário Cegonha Dourada, sobre a vida de Hidasi, a
diretora Verônica Aidé mostrou a consolidação do trabalho do professor como a
técnica própria de taxidermia para preservar os animais coletados.
Posteriormente, ele levou o método para países da Europa e da África, por meio
de cursos. “As pessoas precisam conhecer os animais para que possa
defendê-los”, afirmou ele no documentário em homenagem a sua trajetória.
No total, Hidasi ajudou a criar e consolidar 14 museus em
todo o País. Ele também participou da criação do Parque Ecológico Educativo de
Goiânia, onde depois foi instalado o zoológico da Capital. No local, José
Hidasi criou um museu para expor os animais taxidermizados.
O cientista teve 5 filhos e passou a morar em uma casa de
repouso após ficar viúvo. Parte do acervo de Hidasi foi doado à Pontifícia
Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), mas outra parte segue no museu
instalado por ele, hoje fechado. A família informou que não haverá velório.
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