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Na mesma entrevista, embora tenha como evidente estratégia a polarização extrema com o presidente, Lula negou ser radical
Lula diz que PT pode abrir mão de candidatura própria em Goiás
27/07/2021, às 13:01 · Por Redação
Durante entrevista à Difusora de Goiás na manhã desta terça, 27, o ex-presidente Lula reconhece que o Partido dos Trabalhadores poderá abrir mão de candidatura própria em Goiás em troca de um palanque forte para 2022.
“Obviamente vamos tentar construir um palanque para que possa ter o maior apoio político possível a minha candidatura. O candidato pode não ser do PT [em Goiás], pode ser de outro partido político”, reconhece. Lula também disse que poderá voltar em Goiás ainda neste ano.
O ex-presidente também deixou evidente que vai explorar fortemente na caminhada para 2022 a crise econômica e a aliança de Bolsonaro com o Centrão. O petista aproveitou parte considerável do espaço na rádio para voltar suas baterias contra Paulo Guedes e Arthur Lira (PP-AL, dizendo que o país está sendo governado pelo presidente e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Lula, Bolsonaro desempenha nesse momento um papel simbólico e só fala “bobagens”.
Lula afirmou que “o Brasil está efetivamente desgovernado” na era Bolsonaro: “Ele não dá uma palavra com governador. Ou seja, quem está governando o país é o Guedes e o presidente da Câmera. O presidente hoje é uma rainha da Inglaterra. Ele vive para falar bobagens e fake news”.
Apesar do discurso de candidato, o ex-presidente não confirmou a sua óbvia intenção de concorrer em 2022, mas disse haver grandes chances de disputar as eleições presidenciais no próximo ano. “É muito difícil alguém que está na situação que eu estou nas pesquisas da opinião pública não seja candidato”. Lula afirmou ainda que está com vontade de fazer política e está se preparando para disputar o Palácio do Planalto.
O ex-presidente também afirmou que “Bolsonaro é um pregador do ódio”, que “gosta de contar mentiras”. Lula continuou as críticas condenando as agressões de Bolsonaro às minorias, a sua falta de diálogo com outros países, a gestão da pandemia e políticas de preservação do meio ambiente. Também afirmou que a candidatura de Bolsonaro representa o “autoritarismo milicianismo, fascismo e anti-democracia”.
Na mesma entrevista, embora tenha como evidente estratégia a polarização extrema com o presidente, Lula negou ser radical. Ele defendeu que a polarização é comum nas eleições e comentou sobre as possíveis candidaturas de centro. ”Quem quer evitar a polarização se candidate. Ou seja, Não fique inventando uma história de uma terceira via”, afirmou.
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