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Uma preocupação específica do Condir é com a volta das aulas presenciais nas salas modulares (contêineres), ambientes fechados e que necessitam do uso constante de ar-condicionado e, obviamente, se tornam mais propensos à contaminação
Conselho de diretores diz ser precipitado retorno de aulas presenciais na Rede Municipal de Goiânia
10/08/2021, às 13:05 · Por Eduardo Horacio
O Conselho de Diretores de Cmeis, Ceis e Escolas da Rede
Municipal de Goiânia (Condir) se posiciona contra o retorno das aulas
presenciais programado para 16 de agosto. A principal contestação é relacionada
à decisão da Prefeitura de Goiânia de voltar com as aulas antes que todos os
profissionais fossem imunizados contra a Covid-19. Além disso, o Condir enumera
outras dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da área, classificadas como
“retorno precipitado”.
O Conselho detalha que os profissionais do município
receberam apenas a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Com números da
Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Poder Goiás constatou que
menos de 5% dos profissionais da área em Goiânia já receberam a segunda dose ou
a dose única do imunizante e estariam em segurança para o retorno ao trabalho
presencial.
“Quem será a responsabilidade pelo descumprimento desta
orientação (de voltar antes de tomar a segunda dose)? E, ainda, sobre o tempo
de imunização da segunda dose. Somente os profissionais da Educação não
necessitam aguardar?”, cobra o Conselho em carta pública divulgada na última
semana.
Uma preocupação específica do Condir é com a volta das aulas
presenciais nas salas modulares (contêineres), ambientes fechados e que
necessitam do uso constante de ar-condicionado e, obviamente, se tornam mais
propensos à contaminação pelo vírus da Covid-19.
Mais problemas
Além disso, os recursos enviados às unidades escolares para aquisição de
EPIs abrangem apenas porteiros, serventes e merendeiros. De acordo com o
Conselho, não há recursos voltados para os demais profissionais. “EPIS para
auxiliar de atividades educativas, professor, diretor, coordenador,
secretário-geral, auxiliar de secretária, não recebemos verba específica”,
informa a carta aberta.
O documento divulgado pelo Condir denuncia ainda a falta de
profissionais para o retorno das aulas presenciais na Rede Municipal de
Goiânia. “Outro impeditivo para o retorno das atividades presenciais, é o
déficit de servidores nas instituições, tais como: merendeiras, porteiros,
serventes, professores e auxiliares de atividades educativas”, diz o texto.
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