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Em 2001 o então governo de Fernando Henrique Cardoso viveu uma grave crise hídrica que produziu um apagão com prejuízo na ordem de R$ 42 bilhões ao País
Goiás está próximo de enfrentar racionamento de energia e água ao mesmo tempo
23/08/2021, às 17:47 · Por Redação
Com o governo de Jair Bolsonaro, enfim, assumindo que terá de fazer um
racionamento de energia, a população goiana está prestes a enfrentar dois
racionamentos.
É que a Saneago precisará apresentar um plano de racionamento de água após 70
dias sem chuva em Goiânia. Até a tarde deste domingo, 22, a vazão estava em 3,5
mil litros por segundo, no chamado nível crítico 2. A apresentação do plano de
racionamento é uma necessidade legal quando a vazão do Rio Meia Ponte fica
menor do que 4 mil litros por segundo.
Abaixo deste índice também há a necessidade de reduzir em
25% as vazões de captação dos usuários de águas subterrâneas, bem como dos usuários
de águas superficiais que captam diretamente nos cursos d´água, para todas as
finalidades de usos, exceto para abastecimento público e dessedentação animal.
Apagão
O Brasil está próximo de enfrentar um blecaute
ainda em 2021. O apagão deve acontecer se a Média de Longo Tempo (MLT) de
chuvas ficar abaixo dos 61,5%, o que deve se confirmar nos próximos meses após a pior crise
hídrica dos últimos 90 anos. O
percentual do MLT é utilizado para monitorar o histórico de chuva no país desde
1931. Se estiver abaixo dos 100%, significa que chove menos do que a média
histórica no país.
O ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, deu início ao programa de estímulo ao racionamento de energia destinado a grandes consumidores
nesta segunda-feira, 23, o que deve castigar ainda mais a indústria, mas ainda
não descarta chegar aos pequenos consumidores.
Em 2001 o então governo de Fernando Henrique Cardoso viveu uma grave crise
hídrica que produziu um apagão com prejuízo na ordem de R$
42 bilhões ao País.
Goiás Crise Hídrica Apagão