Matérias
Foto: Wesley Costa
Demostenes Torres assumiu a defesa de Júlia no início de julho, quando ela já negociava com o Ministério Público do Rio de Janeiro os termos da delação premiada
Calote faz Demóstenes abandonar defesa de viúva de miliciano ligado a Flávio Bolsonaro
27/08/2021, às 18:03 · Por Eduardo Horacio
O ex-senador Demostenes Torres deixará oficialmente na
próxima segunda-feira, 30, a defesa de Júlia Lotufo, viúva do miliciano Adriano
da Nóbrega por falta de pagamento. Procurador aposentado, ele não teria
recebido nem a metade dos honorários acertados para negociar na Justiça um
acordo de delação premiada em favor da viúva.
Júlia Lotufo é acusada de comandar a lavagem de dinheiro dos
bens do miliciano, que morreu em uma ação policial em fevereiro de 2020. De
acordo com o Ministério Público, coube a ela a administração das atividades
ilícitas de Adriano da Nóbrega. Em 22 de março, com a deflagração da Operação
Gárgula, ela foi presa acusada de associação criminosa, agiotagem e lavagem de
dinheiro.
Após ficar foragida durante um mês, ela se apresentou à
Polícia em 28 de abril e teve sua prisão convertida em domiciliar, com uso de
tornozeleira eletrônica. Demostenes Torres assumiu a defesa de Júlia no início
de julho, quando ela já negociava com o Ministério Público do Rio de Janeiro os
termos da delação premiada.
Passado
Adriano da Nóbrega foi companheiro de batalhão de Fabrício Queiroz, amigo
do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e acusado de comandar o esquema de
‘rachadinha’ no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, na
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O miliciano chegou a ter a ex-mulher e mãe lotadas no
gabinete de Flávio Bolsonaro, as duas denunciadas ao lado do atual senador sob
acusação de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público.
Demóstenes Torres Flávio Bolsonaro Miliciano Júlia Lotufo Adriano da Nóbrega Fabrício Queiroz Jair Bolsonaro