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Durante seu discurso, o presidente do MDB estadual Daniel Vilela reforçou que, juntos, os dois partidos não vão deixar que “Goiás ande para trás”
Farpas contra Marconi e Mendanha permeiam discursos em evento DEM-MDB
24/09/2021, às 21:01 · Por Eduardo Horacio
Mais de uma dezena de oradores revezaram-se durante quase
três horas no ato político que selou a aliança entre o MDB e o governador
Ronaldo Caiado (DEM). Entre muitos afagos ao governador e elogios à trajetória
do MDB em Goiás, dois alvos permearam os discursos: o atual prefeito de
Aparecida, Gustavo Mendanha, avesso à aliança, e, principalmente, o
ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
As principais críticas foram direcionadas ao ex-governador
Marconi Perillo, que governou Goiás por quatro mandatos e foi derrotado em 2014
na disputa por uma vaga no Senado. Mesmo sem ser citado nominalmente, o
‘fantasma’ de Marconi pairou sobre o ato político. Nos discursos a tônica era a
mesma: evitar um retrocesso político em Goiás. O retrocesso, claro, ocorreria
com um retorno, mesmo que indireto, do tucano ao poder.
Durante seu discurso, o presidente do MDB estadual Daniel
Vilela reforçou que, juntos, os dois partidos não vão deixar que “Goiás ande
para trás”. O emedebista também falou em ausência de espírito público e herança
negativa para o Estado, em referência às gestões do PSDB em Goiás.
Já o governador Ronaldo Caiado (DEM) foi mais duro na
avaliação: “Nos enfrentamos em 2018, mas qual era o adversário comum do povo
goiano? Era a corrupção, os escândalos, o desvio do dinheiro público, a má
gestão implantada onde órgãos públicos serviam muito mais para enriquecimento
ilícito do que para fazer chegar a saúde, a segurança, a educação e os
programas sociais aos 7,2 milhões de goianos”, atacou.
Farpas
“Passarinho que anda com morcego dorme de cabeça para baixo”, afirmou
Daniel Vilela. Apesar de não citá-lo diretamente, a crítica do emedebista
refere-se à propalada proximidade entre o prefeito de Aparecida de Goiânia,
Gustavo Mendanha, e o ex-governador Marconi Perillo. Contrário à aliança, o
prefeito deve deixar o MDB nos próximos dias.
Já o deputado estadual Bruno Peixoto, líder do governo na
Assembleia Legislativa, fez referência mais direta ao prefeito. “Aquele de
Aparecida (de Goiânia) é ingrato. Tem como orientador o Marconi. Se fosse irmão
político do Daniel, estaria aqui. Nós estamos do lado do bem, não do mal”,
afirmou o parlamentar, numa visão maniqueísta do quadro político goiano.
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