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Empresa contratada para "precificar" folha de pagamentos receberá R$ 13 centavos para cada real acima de R$ 100 milhões
Rogério Cruz tira secretaria competente que deveria licitar a folha da Prefeitura de Goiânia
29/09/2021, às 11:59 · Por Redação
Foi criada nesta terça-feira, 28, a Comissão Especial de Licitação na Secretaria de Finanças (Sefin) que será responsável pela venda da folha de pagamento dos servidores municipais – entre ativos, inativos, pensionistas e estagiários. A prefeitura, no entanto, sempre realiza os processos licitatórios pela Secretaria de Administração (Semad).
O Titular da Sefim, Geraldo Lourenço, se baseia na lei que fez a reforma administrativa em Goiânia no início do ano. No Art. 40, da Lei Complementar nº 335, de 1º de janeiro de 2021, a norma que delimita as atribuições da Semad também autoriza o prefeito a instalar comissões especiais de licitação por ato próprio, “conforme conveniência e interesse público.”
Em julho, com dispensa de licitação, a Prefeitura de Goiânia contratou o Instituto Brasileiro de Tecnologia, Empreendedorismo e Gestão (BRTEC) para precificar a folha de pagamento dos servidores.
A empresa irá ganhar R$ 0,13 para cada real a mais dos R$ 100 milhões – valor que estava acertado com a Caixa, que é detentora do contrato atual, assinado em 2016, com teto de R$ 10 milhões.
No entanto, o próprio Banco do Brasil já havia feito uma proposta informal de R$ 110 milhões, em quatro parcelas anuais. Lourenço chegou a dizer ao jornal O Popular que não era impossível imaginar um valor próximo dos R$ 250 milhões, fazendo com que a empresa convocada para "precificar" a folha faturasse comissão cheia.
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