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Foto: Facebook de Ludmyla
O valor da inscrição é de R$ 25 e inscrições podem ser feitas via WhatsApp
Atriz Ludmyla Marques ministra oficina on-line sobre o Teatro do Oprimido
10/10/2021, às 13:58 · Por Eduardo Horacio
O Teatro do Oprimido é o foco da oficina on-line “Introdução
ao Teatro do Oprimido”, conduzida pela atriz Ludmyla Marques, no sábado, 16 de
outubro, entre 10h e 11h30, pela plataforma Zoom. O valor da inscrição é de R$ 25. Inscrições podem ser feitas via WhatsApp: 62 99115-1631.
O recurso arrecadado será doado para campanha de financiamento coletivo da Coleção
e/ou – vol. 3, antologia de poemas e contos de novos autores goianos.
Segundo a instrutora, a atividade tem caráter teórico-prático. A proposta é que
os participantes possam praticar jogos e exercícios que fazem parte do
repertório do Teatro do Oprimido. Ludmyla Marques é professora de teatro,
contadora de histórias, poetisa e produtora cultural. Mestre em Ensino de Artes
Cênicas, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).
Graduada em Licenciatura em Artes Cênicas, pela Universidade Federal de Goiás
(UFG). Moradora de Aparecida de Goiânia, integra o Coletivo e/ou e é
cofundadora da Invente! Arte e Educação.
O que é
O Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne exercícios, jogos e
técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus
principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatral, o
acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade
através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao
mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem
grande repercussão mundial.
No começo dos anos 60, Boal era diretor do Teatro de Arena
de São Paulo. Um dia, durante uma viagem pelo Nordeste do Brasil, estavam
apresentando para uma liga camponesa um musical sobre a questão agrária que
terminava exortando os sem terras a lutarem e darem o sangue pela terra. Ao
final do espetáculo um sem terra convidou o grupo para ir enfrentar os jagunços
que tinham desalojado um companheiro deles. O grupo recusou e, neste momento,
Boal percebeu que o teatro que realizava dava conselhos, que o teatro deveria
ser um diálogo e não um monólogo.
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