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Nos processos de reconhecimento de paternidade as suspeitas são de prejuízos na ordem de R$ 18 milhões
Juiz denunciado por esquema será julgado pelo TJ de Goiás na próxima 4ª feira
26/10/2021, às 10:06 · Por Redação
O juiz Levine Artiaga, suspeito de fraudes envolvendo herdeiros de pessoas já falecidos, será julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) nesta quarta-feira, 27. O magistrado que atualmente recebe R$ 39 mil por mês é o principal acusado de um esquema milionário de fraudes em decisões de reconhecimento de paternidade.
O processo administrativo pode resultar na aposentadoria compulsória do magistrado. Afastado cautelarmente das atividades desde o dia 2 de dezembro do ano passado, Artiaga está na magistratura desde 22 de setembro de 2005. A decisão pelo afastamento se deu diante de diferentes denúncias de atuação criminosa para favorecimento pessoal em esquemas milionários, não estando limitados aos processos de reconhecimento de paternidade, que causaram prejuízos de ao menos R$ 18 milhões.
O processo administrativo pode resultar na aposentadoria compulsória do magistrado. Afastado cautelarmente das atividades desde o dia 2 de dezembro do ano passado, Artiaga está na magistratura desde 22 de setembro de 2005. A decisão pelo afastamento se deu diante de diferentes denúncias de atuação criminosa para favorecimento pessoal em esquemas milionários, não estando limitados aos processos de reconhecimento de paternidade, que causaram prejuízos de ao menos R$ 18 milhões.
O caso veio à tona na noite deste domingo, 24, após a publicação de uma reportagem do Fantástico, da TV Globo. Além do magistrado, oito advogados e dois ex-policiais teriam participado das fraudes.
A análise do PAD contra Artiaga inclui pelo menos mais um esquema. De acordo com o promotor de Justiça Rafael Simonetti, um dos investigadores do processo de reconhecimento de paternidade, Artiaga também é investigado pela Polícia Federal (PF) suspeito de sacar R$ 2 milhões da conta de uma cliente da Caixa Econômica Federal, que recebeu os valores por erro do banco.
TJ-GO