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O deputado Vitor Hugo já manifestou o desejo de ser o candidato ao governo de Goiás em 2022 e, além disso, já deu sinais de que pode querer o comando do PL no Estado
Magda Moffato diz que PL não mudará de comando em Goiás
16/11/2021, às 12:12 · Por Redação
Um show de tensões toma conta do Partido Liberal em Goiás com a possibilidade ou não do presidente Jair Bolsonaro se filiar a sigla. Movimento que agora é incerto devido a reviravolta em que o presidente adiou sua filiação ao PL, que seria no próximo dia 22. O embate está entorno do comando do partido no estado e o nome que será candidato pela sigla ao governo, com apoio do presidente.
A discordância está no apoio à possível candidatura do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), ao governo de Goiás, em 2022. O PL é um dos que cortejam Mendanha, já que ele deixou o MDB recentemente, devido à composição da legenda com o governador Ronaldo Caiado (DEM).
A deputada Magda Moffato disse que a chegada de Bolsonaro não muda a posição do partido e que o PL estará com Mendanha mesmo que ele decida se filiar a outra sigla. Entretanto, ela e Canedo, que é seu esposo, disseram que a vinda de Bolsonaro atrairia o deputado Vitor Hugo. Diante do desejo do parlamentar de disputar o governo do estado, eles afirmaram que o partido avaliaria quem entre ele e Mendanha estaria melhor nas pesquisas para definir, então, quem seria o candidato da legenda.
O deputado Vitor Hugo já manifestou o desejo de ser o candidato ao governo de Goiás em 2022 e, além disso, já deu sinais de que pode querer o comando do PL no Estado. O desentendimento estaria no fato de que Bolsonaro cobra o comando do partido em todos os estados onde a sigla tem diretório, o que gerou resistências locais em boa parte deles.
O parlamentar apresenta resistência à candidatura de Mendanha e afirma que não o vê como aliado para montar um potencial palanque para Bolsonaro no estado e que o ideal seria uma candidatura de terceira via conservadora em Goiás, descartando qualquer intenção de aproximação com Mendanha ou de reaproximação do presidente com Caiado.
“Caiado tem demonstrado incoerência, ingratidão e deslealdade ao presidente. O Mendanha, por outro lado, tem, ao longo de sua vida política, composto com a esquerda”, justificou ao Jornal O Popular.
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