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Foto: Jackson Rodrigues
Com ajuste fiscal feito pelo então prefeito Iris Rezende, Goiânia alcançou a pontuação de 0,8293, bem acima da média das cidades brasileiras que foi de 0,5456
Graças exclusivamente à gestão Iris, Goiânia é destaque entre as capitais com situação fiscal excelente
16/11/2021, às 17:01 · Por Eduardo Horacio
A análise das contas do ano de 2020 mostra que o quadro
fiscal dos municípios brasileiros é preocupante. Uma em cada três das 5.239
prefeituras estão em situação crítica. Somente 30,6% dos municípios têm boa
gestão fiscal e apenas 11,7% do total uma gestão de excelência. Goiânia é
uma das nove capitais no topo da lista. O levantamento é da Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), pelo Índice Firjan de Gestão
Fiscal (IFGF), edição 2021.
O IFGF analisa as contas das cidades brasileiras, com base
em dados oficiais, por meio de quatro indicadores: Autonomia, Gastos com
Pessoal, Liquidez e Investimentos. A leitura dos resultados é simples: a
pontuação varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a gestão
fiscal. Após a análise de cada um dos indicadores, cada município é
classificado em um dos conceitos do estudo: gestão crítica (resultados
inferiores a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (0,4 e 0,6 ponto), boa gestão
(0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).
Com ajuste fiscal feito pelo então prefeito Iris Rezende,
Goiânia alcançou a pontuação de 0,8293, bem acima da média das cidades
brasileiras que foi de 0,5456. Entre as 27 capitais brasileiras, Goiânia assume
a 6ª posição entre as nove que atingiram o índice de excelência. Ao comentar o
desempenho da Capital, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) ignorou o
trabalho realizado pelo ex-prefeito e comemorou o resultado como se fosse
mérito da atual gestão.
Segundo o presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio
Caetano, o equilíbrio sustentável das contas públicas municipais é essencial
para o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de negócios. Por isso, a
preocupação em relação às 3.024 cidades brasileiras que apresentam situação
fiscal difícil ou crítica.
No IFGF de 2021 foram analisadas as cidades que declararam
suas contas do ano passado de forma consistente até 10 de agosto de 2021, já
que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que até 30 de abril de
cada ano as prefeituras devem encaminhar suas declarações referentes ao ano
anterior à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
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