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Foto: Jackson Rodrigues
A venda da folha de pagamento dos servidores de Goiânia transformou-se em polêmica desde o mês de abril, quando a Prefeitura anunciou desistência de renovar o vínculo com a Caixa Econômica Federal ou de aceitar uma oferta do Banco do Brasil
Banco que comprar folha em Goiânia ficará com 30% dos investimentos do GoianiaPrev
17/11/2021, às 19:01 · Por Eduardo Horacio
Em novo edital publicado nesta terça-feira, 16, a Prefeitura
de Goiânia alterou a licitação da folha de pagamento dos servidores municipais.
A Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) estabeleceu que a instituição
bancária que vencer o certame receberá investimentos de 30% do patrimônio
líquido do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia
(GoiâniaPrev).
A especificação de investimento não constava do primeiro
edital. Até então, a instituição vencedora da licitação cuidaria também, mas
sem exclusividade, da gestão das aplicações financeiras do GoiâniaPrev, na
ordem de R$ 838 milhões.
O novo edital retirou também o prazo de 120 dias para que a
instituição bancária vencedora instale um posto de atendimento ou agência
bancaria no Paço Municipal – onde hoje funciona uma agência da Caixa Econômica
Federal. Também foi suprimida a obrigatoriedade de fornecimento de cartões
magnéticos para os servidores da Comurg. Antes, havia possibilidade de recarga
de vale-alimentação para os servidores da Companhia.
A Prefeitura de Goiânia diminuiu de 10 para 5 dias úteis o
prazo para o pagamento do valor pelo qual a folha dos servidores tenha sido
negociada. O lance mínimo estipulado é de R$ 165 milhões. A licitação será
realizada no modelo pregão presencial no próximo dia 26. Antes, a data prevista
era 8 de novembro.
Polêmica
A venda da folha de pagamento dos servidores de Goiânia transformou-se em
polêmica desde o mês de abril, quando a Prefeitura anunciou desistência de
renovar o vínculo com a Caixa Econômica Federal ou de aceitar uma oferta do Banco
do Brasil. As propostas dos bancos estatais eram, respectivamente, de R$ 100
milhões e R$ 120 milhões.
Na ocasião, a gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos)
decidiu contratar, com dispensa de licitação, o Instituto Brasileiro de
Tecnologia (BR TEC) para precificar a folha e, posteriormente, realizar o
pregão para a venda. A BR TEC terá direito a 13% do valor da negociação que
exceder R$ 100 milhões. Se a folha for vendida pelo preço mínimo estipulado, a
empresa receberá R$ 8,45 milhões.
A BR TEC tem sede em Belo Horizonte (MG) e pouca experiência
neste tipo de serviço com atendimento apenas de cidades pequenas, do interior
do Pará e do Maranhão. A gestão de Cruz não soube detalhar qual foi exatamente
o serviço prestado pela empresa.
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