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Decisão de gestão Rogério Cruz poderá provocar prejuízos ao fundo que garante a aposentadoria dos servidores
Economista diz que Prefeitura erra em atrelar folha de pagamento com GoiâniaPrev
18/11/2021, às 06:57 · Por Redação
Economista critica duramente decisão da Prefeitura de
Goiânia de atrelar folha de pagamento com o Instituto de Previdência dos
Servidores do Município de Goiânia (GoiâniaPrev). “Uma coisa é o leilão da
folha, que tem que ser autossustentável, a outra são os investimentos
realizados pelo instituto. O fundo de previdência precisa ter autonomia na sua
gestão para que todos os seus contribuintes tenham uma rentabilidade mínima
garantida”, explica o economista Luiz Carlos Ongaratto.
Segundo decisão da gestão Rogério Cruz (Republicanos), o GoiâniaPrev terá de
direcionar 30% de seu patrimônio líquido para aplicações financeiras no banco
que vencer a licitação da venda da folha de pagamento dos servidores
municipais. É o que prevê o edital publicado na terça-feira, 16, depois de uma
revisão e prorrogação do processo licitatório. A informação é do jornal O
Popular.
Na sua avaliação, a garantia de investimento em um banco sem que se saiba qual
vai ser a rentabilidade pode trazer prejuízos para o desempenho do fundo
previdenciário, com a possibilidade do instituto perder a oportunidade de fazer
melhores aplicações. “É como se você investisse numa empresa que não
necessariamente garante um retorno. É como se fosse uma moeda de troca para
participar desse leilão da folha”, explica.
Além disso, os investimentos feitos por institutos de previdência devem obedecer
à resolução nº 3.922/2010, do Banco Central, que exige que a aplicação de
recursos observe “princípios de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez,
motivação, adequação à natureza de suas obrigações e transparência”.
O presidente da comissão de licitação justifica que o edital prevê o
investimento na empresa vencedora, mas sem exclusividade e observando as normas
da resolução. Segundo Cleyton, isso significa que não necessariamente o
GoiâniaPrev terá que destinar 30% ao banco que gerir a folha. “A proposta de
investimento do banco tem que ser comercialmente aceitável, não é porque ele
tem 30% que isso é obrigatório”, diz.
GoiâniaPrev Rogério Cruz Prefeitura de Goiânia