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Foto: Banco Central
O valor do limite noturno ainda pode ser modificado pelo cliente, tanto para cima quanto para baixo, conforme sua necessidade, mas não por iniciativa do banco
Nova faixa de horário para limite noturno de Pix já está valendo em Goiás
21/11/2021, às 14:54 · Por Eduardo Horacio
Já está em vigor em Goiás, desde sexta-feira, 19, uma nova
faixa de horário para o período noturno no Pix e outros canais digitais de
transferência entre pessoas, quando o limite padrão deve ser de R$ 1.000. Com a
mudança, o cliente poderá escolher entre 20h às 6h, que é o padrão, ou então 22h
às 6h.
Antes, o BC havia estabelecido que o período noturno fosse
de 20h às 6h, mas com possibilidade de ajuste por parte do usuário. Agora, ele
pode escolher apenas entre essas duas faixas de horário.
A mudança foi feita para facilitar a operacionalização das
faixas de horário. Todas as instituições participantes do Pix deverão incluir a
nova faixa de horário até 29 de julho de 2022. A autorização do Banco Central
já existe.
O valor do limite noturno ainda pode ser modificado pelo
cliente, tanto para cima quanto para baixo, conforme sua necessidade, mas não
por iniciativa do banco. Como padrão, todos que abrirem conta em uma
instituição financeira terão R$ 1.000 para operações entre 20h e 6h
inicialmente.
A medida, que entrou em vigor em 4 de outubro, também vale
para TED (Transferência Eletrônica Disponível) e cartão de débito quando
utilizado para fazer transferência, com o WhatsApp, por exemplo.
O objetivo é aumentar a segurança e reduzir a
vulnerabilidade dos sistemas às ações de criminosos. Em operações realizadas
durante o dia, permanece a regra de que o limite oferecido para o Pix tem que
ser o mesmo da TED, também podendo ser modificado pelo cliente.
Além do limite noturno, em setembro o BC estabeleceu o prazo
mínimo de 24 horas para a efetivação de pedido do usuário, feito por canal
digital, para aumento de limites de transações com Pix, TED, DOC (Documento de
Ordem de Crédito), transferências interbancárias, boleto e cartão de débito.
Dessa forma, se o cliente pede aumento de limite, o banco só
pode liberar a mudança no outro dia. A autarquia afirmou que a medida visa
impedir a elevação imediata do valor em situação de risco.
Depois do lançamento do Pix, em novembro do ano passado,
criminosos têm tirado vantagem da facilidade e da rapidez do sistema de
pagamentos instantâneos para aplicar golpes ou para pedir que a vítima
transfira grandes quantias durante roubos ou sequestros.
Bandidos costumam usar as chamadas contas de laranjas, que
são alugadas ou emprestadas, para receber o dinheiro, além de pulverizá-lo para
outras, o que dificulta o rastreio da polícia para reaver os valores e
desarticular as quadrilhas.
Para aumentar a segurança em operações com o Pix, o BC
anunciou uma série de mudanças nas regras do sistema de pagamentos.
No aniversário de um ano do Pix, na última terça-feira, 16,
o sistema passou a contar também com outras medidas de segurança. Começou a
valer o mecanismo especial de devolução, que permite que o banco estorne
valores para a conta do pagador em casos de fraude ou falha operacional.
O retorno de recursos poderá ser solicitado tanto pela
instituição do recebedor quanto por quem pagou. Segundo a autarquia, o objetivo
é acelerar o processo de estorno quando houver fraude e ou falha. A transação
constará do extrato das movimentações.
Além disso, entram em vigor nesta terça também a
possibilidade de o banco reter uma operação suspeita no Pix por até 72h para
análise e a obrigatoriedade da notificação de infração, que antes era
facultativa.
A notificação funciona como uma marcação na chave Pix feita
pelo banco, no CPF ou CNPJ do usuário e no número da conta, quando for
constatada a fraude. Essas informações serão compartilhadas com as demais
instituições sempre que houver uma consulta. Com isso, o BC espera que as
contas de laranjas possam ser identificadas.
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