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Foto: Jackson Rodrigues
Instalado em fevereiro, o GT analisou as emendas propostas pelos vereadores e concluiu o trabalho, em 8 de junho, com 127 alterações no projeto original do Paço
Prefeitura de Goiânia envia Plano Diretor à Câmara e, de novo, quer aprovação ‘a toque de caixa’
30/11/2021, às 19:03 · Por Eduardo Horacio
Após a aprovação da atualização do Código Tributário
Municipal (CTM) com tramitação e aprovação em tempo recorde, o que gerou
críticas e incertezas, a Prefeitura de Goiânia deve repetir a estratégia no
envio à Casa do projeto de lei complementar do Plano Diretor da capital nesta
terça-feira, 30. O objetivo é que a aprovação ocorra em menos de 30 dias, antes
do final do atual ano legislativo.
O grupo de trabalho instituído pela Prefeitura de Goiânia
para finalizar o Plano Diretor e superar as divergências que inviabilizaram a
aprovação ainda na gestão do ex-prefeito Iris Rezende encerrou os trabalhos há
seis meses. Em nota, o Paço não explica o motivo da demora de enviar o projeto
de lei à Câmara e nem a falta de transparência no andamento do processo.
De acordo com a Prefeitura, o documento enviado ao
legislativo terá praticamente o mesmo conteúdo do relatório produzido pelo GT.
No entanto, o jornal O Popular teve acesso a um ofício enviado pela
Casa Civil do município ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) informando haver
pelo menos 18 divergências em relação ao texto finalizado pelo grupo de
trabalho.
Instalado em fevereiro, o GT analisou as emendas propostas
pelos vereadores e concluiu o trabalho, em 8 de junho, com 127 alterações no
projeto original do Paço. Posteriormente, a Casa Civil incluiu 10 itens que
constavam do projeto original ou em emendas rejeitadas pelo GT. Em outros oito
pontos, as propostas feitas pelo grupo de trabalho não foram acatadas pelo
Executivo.
Demora
Em reunião na primeira quinzena de outubro, o prefeito Rogério Cruz
(Republicanos) e o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota) acertaram
o envio do Plano Diretor ainda em outubro e um cronograma de aprovação até o
final do mês de novembro.
Em meio à nova protelação, houve pressão de vereadores para
o envio do projeto. A demora também fez com que a promotora Alice de Almeida
Freire, da 7ª Promotoria de Justiça, solicitasse informações sobre o andamento
da análise do relatório produzido pelo GT e se a minuta seria enviada para
deliberação do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur).
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