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Goiânia, 03/04/25
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Uma das medidas pode ser a obrigatoriedade da apresentação do passaporte da vacina – documento que comprove que a pessoa completou o ciclo de imunização – para ter acesso a estabelecimentos públicos e comerciais

Com imunização estagnada e chegada de nova variante, Goiás pode finalmente adotar passaporte de vacinação

01/12/2021, às 18:06 · Por Eduardo Horacio

Com a imunização da população praticamente estacionada em Goiás e a chegada de uma nova variante da Covid-19 ao Brasil (ômicron), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) avalia a aplicação de medidas mais contundentes como incentivo para a população se imunizar. 

Uma dessas medidas pode ser a obrigatoriedade da apresentação do passaporte da vacina – documento que comprove que a pessoa completou o ciclo de imunização – para ter acesso a estabelecimentos públicos e comerciais. A medida já foi adotada com sucesso em outros locais, como o Rio de Janeiro.

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 1º de dezembro, a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, demonstrou preocupação com o ritmo lento da vacinação contra a Covid-19 no Estado. O Poder Goiás mostrou que o Estado é apenas o 17º colocado no ranking de imunização contra a doença.

“Estamos desde segunda-feira analisando o cenário epidemiológico e verificando algumas experiências de outros locais para ver o que é mais viável e o que é factível. Algumas experiências foram muito interessantes. Em Inhumas, houve um show de música sertaneja e a prefeitura exigiu que, para liberar, a organização tinha de obrigar a apresentação de vacinação completa. Com isso, eles vacinaram 900 pessoas com dose atrasada em um único dia. Então a gente vê que essa é uma estratégia viável”, ponderou Flúvia Amorim.

Flúvia Amorim afirmou que os gestores de Saúde tentam buscar explicações para a estagnação da vacinação em Goiás. “A gente tem trabalhado muito com gestores municipais para entender o porquê de estar parada. A gente tem identificado algumas situações. Em alguns municípios, não são todos, há uma limitação do horário nas salas de vacina, que pode estar dificultando o acesso, e em outras tem a sala de vacina, tem vacina e horário disponível e mesmo assim a população não procura”.

Com 58% da população imunizada, Goiás está abaixo da média nacional (62%). A baixa cobertura vacinal também preocupa com a chegada da variante ômicron ao País e a possibilidade de uma nova onda da pandemia. “Quando a gente vê essa possibilidade da variante ômicron, a gente vê a possibilidade de uma nova onda. Outro fator é a baixa cobertura vacinal e a não utilização de protocolos, mesmo sem mudança de variante que era o que estava acontecendo na Europa”, lembrou a superintendente.

 


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