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A diarista Rosineyde Rodrigues de Araújo, moradora da Aparecida de Goiânia, perdeu seus dois únicos filhos no intervalo de apenas dois meses, ambos foram vítimas de crimes violentos
Violência: Mãe perde dois filhos assassinados no intervalo de dois meses em Aparecida de Goiânia
07/01/2022, às 18:55 · Por Eduardo Horacio
A diarista Rosineyde Rodrigues de Araújo, de 44 anos,
moradora da Aparecida de Goiânia, perdeu seus dois únicos filhos no intervalo de
apenas dois meses, ambos foram vítimas de crimes violentos. Em novembro,
Giovana, de 19 anos, foi vítima de feminicídio. Na última quarta-feira, 5,
Felipe, de 17 anos, morreu em uma ação policial na cidade.
A estudante Giovana Rodrigues de Araújo foi assassinada pelo
ex-companheiro Ryan Lucas Silva de Souza, de 18 anos. Ele não aceitava o
término do relacionamento de quase dois anos, quando Giovana decidiu voltar a
morar com a mãe. Em 15 de novembro, a estudante aceitou conversar com Ryan
perto de casa, quando foi alvejada no tórax e na cabeça. Ela morreu no local.
Ryan foi preso no dia seguinte em Quirinópolis, distante 294
quilômetros do local do crime. Com ele foi encontrada a arma utilizada para
matar Giovana. Três dias depois do assassinato, durante audiência de custódia,
ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O inquérito está sob
responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de
Goiânia.
Ação policial
Segundo Rosineyde, o filho Felipe e um amigo andavam pela rua do Jardim
Tiradentes quando foram abordados por uma viatura policial. “Ele não
estava armado e não fazia nada de errado. Foi uma covardia o que fizeram
com ele. Era meu único filho, não sei o que será de mim agora”, contou ela
ao Popular, enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico
Legal (IML).
Um helicóptero e diversas viaturas foram utilizadas na
operação que terminou na morte do jovem, o que chamou a atenção dos moradores
da região. De acordo com a PM, Felipe e o amigo praticavam assaltos na região e
foram perseguidos, com troca de tiros no interior de uma residência. Felipe
morreu no local, enquanto o amigo conseguiu fugir do cerco policial.
“Depois que enterramos a irmã dele, vivíamos um para o
outro. Éramos somente nós dois. O que será da minha vida agora?”, questionou,
Roseneyde em entrevista ao Popular. O corpo de Felipe foi sepultado no
Cemitério Municipal Jardim da Esperança na última quinta-feira, 6.
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