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Foto: Cristiano Borges
Se o nome indicado pelo governador for aprovado pelo comitê de elegibilidade e pelo conselho administrativo da Saneago, Edson Sales irá substituir a atual diretora
Caiado indica novo diretor para Saneago após indício de irregularidade em contrato
07/01/2022, às 18:56 · Por Eduardo Horacio
O governador Ronaldo Caiado (DEM) indicou o
diretor-executivo de Liquidações de Estatais da Secretaria de Administração
(Sead), Edson Sales de Azeredo Sousa, para assumir a diretoria de Gestão
Corporativa da Saneago. A indicação se deu após suspeitas de irregularidades em
contrato da empresa envolvendo a atual diretora, Silvana Canuto Medeiros.
Se o nome indicado pelo governador for aprovado pelo comitê
de elegibilidade e pelo conselho administrativo da Saneago, Edson Sales irá
substituir a atual diretora, que supostamente estaria envolvida em
irregularidades do almoxarifado virtual da empresa. Até a última quarta-feira,
5, Silvana Canuto também ocupava interinamente a presidência da Saneago durante
as férias do titular.
Ela foi nomeada para substituir Ricardo Soavinski, diretor
presidente, durante as férias dele, entre 23 de dezembro e 9 de janeiro. Porém,
portaria publicada ainda na quarta-feira, assinada por Soavinski, nomeou o
diretor comercial Hugo Cunha Goldfeld para a presidência interina da Companhia
até o retorno do titular na próxima semana.
Silvana Canuto pertence a equipe nomeada diretamente por Soavinski, quando ele assumiu o comando da Saneago. Paranaense, o atual presidente da Companhia foi anunciado por Caiado em novembro de 2018, ainda no período de transição do governo.
De acordo com O Popular, nos bastidores há a informação
de que a Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção
(Deccor) e o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) trabalham na
investigação de suspeitas de irregularidades na Saneago. A Polícia Civil
informou apenas que os fatos estão sendo apurados em inquérito policial
instaurado.
Em 2016, durante a gestão do ex-governador Marconi Perillo
(PSDB), a Saneago foi alvo da Operação Decantação. Na ocasião, o Ministério
Público Federal apontou prejuízo de R$ 5,2 milhões aos cofres públicos.
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