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Sandramara Chaves venceu a consulta à comunidade acadêmica realizada em 2021 com mais de 64% dos votos
Sandramara Chaves pede que comunidade universitária apoie Angelita Lima na reitoria da UFG
13/01/2022, às 19:04 · Por Eduardo Horacio
A professora Sandramara Chaves, reitora interina da
Universidade Federal de Goiás (UFG), falou nesta quinta-feira, 13, da
importância da comunidade universitária apoiar a gestão da professora Angelita
Lima, terceira na lista tríplice e escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro
(PL) para ser a nova reitora da instituição. A declaração ocorreu durante a
posse da nova diretoria do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública
(IPTSP) da UFG.
“O que disse desde o primeiro momento e ressalto aqui é a importância
de apoiarmos a professora Angelita para que ela assuma a gestão desta
universidade e dê continuidade a um projeto que nós acreditamos. Nós temos
certeza de que ela e a equipe dela farão isso, um projeto de uma universidade
inclusiva, socialmente referenciada, que respeita as diferenças, que respeita a
pluralidade que a compõe”, declarou Sandramara em seu discurso.
Sandramara destacou não apenas os desafios vividos pelo
momento da pandemia, mas também pela postura de enfrentamento às universidades
do governo federal. Ao citar especificamente a decisão do presidente Jair
Bolsonaro, a reitora interina demonstrou indignação.
“Queria manifestar minha revolta contra essa atitude de
desrespeito, não a mim como pessoa, mas à escolha da comunidade universitária,
do conselho, ao processo democrático, ao quanto que nossa autonomia desta
instituição foi desrespeitada, mais uma vez, o que não é novidade em tudo que
estamos vivendo neste governo”, afirmou Sandramara.
Sandramara Chaves venceu a consulta à comunidade acadêmica
realizada em 2021 com mais de 64% dos votos. No entanto, quebrando uma tradição
de décadas, o presidente Jair Bolsonaro ignorou a escolha e nomeou a professora
Angelita Lima para assumir a reitoria da UFG, terceira na lista encaminhada
pelo Conselho Universitário ao Ministério da Educação. A escolha causou revolta
entre professores, estudantes e servidores da instituição.
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