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Abaixo de Goiânia, Fortaleza tem ocupação de 88% dos leitos de UTI e, em seguida, Belo Horizonte e Recife têm, respectivamente, 84% e 80% dos leitos preenchidos
Com 94%, Goiânia é a capital com maior taxa de ocupação de leitos de UTI Covid
13/01/2022, às 19:06 · Por Eduardo Horacio
Com a grande desmobilização de leitos e o rápido avanço da
doença nas últimas semanas, Goiânia é a capital com a maior taxa de ocupação de
leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19. Dos leitos credenciados
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 94% estão ocupados. O boletim é divulgado
pela Fiocruz, que monitora as vagas desde agosto do ano passado.
Abaixo de Goiânia, Fortaleza (CE) tem ocupação de 88% dos
leitos de UTI. Em seguida, Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) têm,
respectivamente, 84% e 80% dos leitos preenchidos. Na lista de capitais com
mais de 60% de taxa de ocupação estão Vitória (ES), Porto Velho (RO), Brasília
(DF), Salvador (BA), Maceió (AL) e Macapá (AP).
O levantamento realizado pelo grupo Observatório Covid-19
mostra que os índices cresceram rapidamente no último mês. Há cinco dias, por
exemplo, apenas três estados estavam em alerta intermediário, número que
cresceu para 1/3 das unidades federativas.
Na comparação com o início do monitoramento, em 2 de agosto,
os pesquisadores ressaltam que hoje a quantidade de leitos disponível é outra e
o número de internações em UTIs é muito menor do que o observado há seis meses.
“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia,
é fundamental ratificar a ideia de que há um outro cenário com a vacinação e as
próprias características da ômicron. O cenário, neste momento, é incomparável com
aquele vivido em 2021, embora o grande volume de casos já esteja demandando,
pelos gestores, atenção e acionamento de planos de contingência”, informa a
nota dos observadores da Fiocruz.
Estados
Pelo menos um em cada três estados já está em alerta crítico ou
intermediário para ocupação de leitos públicos de UTI para a Covid. Pernambuco
é o único estado que aparece com mais de 80% das vagas preenchidas. Em
seguida, Distrito Federal, Pará, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Piauí, Bahia e
Tocantins, com taxas que variam de 74% a 61% de ocupação de leitos
críticos.
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