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Foto: Enio Medeiros
Em nota, o Sindicato dos Laboratórios de Análises e Bancos de Sangue do Estado de Goiás (Sindilabs) confirmou que a grande procura por testes RT-PCR desde meados de dezembro está provocando escassez de reagentes nos mercados
Colapso: Laboratórios recomendam que só sejam testados casos graves para Covid-19
13/01/2022, às 20:00 · Por Eduardo Horacio
A altíssima procura por testes para o diagnóstico de
Covid-19 levou a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), por
meio de seu Comitê de Análises Clínicas, a soltar uma nota técnica recomendando
aos seus associados que priorizem os testes em pacientes mais graves em razão
da possibilidade de faltar exames por causa da carência de insumos necessários
à sua fabricação.
A restrição aos testes é o pior dos mundos, com efeito
dominó: com muita gente não sendo testada, o número de casos é subnotificado,
pacientes potencialmente graves podem demorar a ser examinados e o rastreio dos
infectados fica inviável.
A Abramed informa que entre 3 e 8 de janeiro foram
processados 240 mil testes nos laboratórios associados à entidade, um
crescimento de 98% em relação aos dias 20 a 26 de dezembro de 2020.
Na nota técnica, a Abramed diz que a alta transmissibilidade
da variante ômicron causou um aumento exponencial de casos de Covid-19 e que
insumos para testes já faltam em outros países, por isso a orientação para que
sejam priorizados os pacientes que buscarem pelo diagnóstico.
O Laboratório Hemolabor, que concentra os testes de Covid-19
em sua unidade do Setor Aeroporto, em Goiânia, já anunciou que vai atender
a recomendação da Abramed. O Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia
(Ingoh) também registrou um aumento substancial dos pedidos por testes RT-PCR
nos últimos dias. A empresa considera alarmante a possibilidade de falta de
insumos para os exames.
Em nota, o Sindicato dos Laboratórios de Análises e Bancos
de Sangue do Estado de Goiás (Sindilabs) confirmou que a grande procura por
testes RT-PCR desde meados de dezembro está provocando escassez de reagentes
nos mercados nacional e internacional, mas esse reflexo ainda não é sentido em
Goiás e que os laboratórios têm conseguido atender a demanda.
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