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Com base na evolução da doença no último mês, Alexandrino diz que a contaminação em massa não deve ser acompanhada por aumento de óbitos
Secretário estadual de saúde estima que 50% dos goianos pegarão Covid-19 nas próximas 3 semanas
21/01/2022, às 11:34 · Por Redação
A metade da população de Goiás deve ser contaminada pela Covid-19, levando em consideração a nova variante ômicron, dentro das próximas três semanas. A estimativa é do secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, em entrevista ao jornal O Popular. Com base na evolução da doença no último mês, Alexandrino diz que a contaminação em massa não deve ser acompanhada por aumento de óbitos.
A avaliação do secretário leva em consideração o salto da taxa de positividade entre os testes realizados, que saiu de 6% em novembro para 28% nesta semana. Além da predominância da ômicron, que também nesta semana chegou a 100% no levantamento genético feito pelo Estado. “Isso nos sugere que teremos pelo menos metade da população contaminada até meados da primeira quinzena de fevereiro”, aponta Alexandrino.
Por outro lado, o secretário diz que o indicativo é de que os casos graves e óbitos devem continuar com crescimento mais lento. “As portas das unidades estarão cheias, mas sem demanda na mesma proporção de serviços com maior gravidade. Em meados de fevereiro em diante, provavelmente, estaremos estabilizados em um número de casos, que tenderão a cair até o fim do mesmo mês”, acrescenta o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O boletim epidemiológico divulgado pelo estado nesta quinta-feira (20/1) trouxe um novo recorde de casos diários de Covid-19 em 2022. Em 24 horas, os municípios goianos confirmaram 6.143 contaminações, um dos maiores patamares de todo o enfrentamento da pandemia. No mesmo período a SES também confirmou 23 mortes em decorrência da doença.
Conforme as últimas amostras coletadas pelo Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen) entre os dias 6 e 13 de janeiro, que tiveram as análises finalizadas nesta quinta-feira, foram de 100% de casos da variante ômicron. As amostras eram de municípios de todas as regiões de Goiás. Com isso, não é possível dizer que é a única variante em circulação, mas se tem outra circulando, de acordo com as amostras, é em número muito menor.
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