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A nova taxa deve ser calculada de acordo com a área ocupada pelo estabelecimento e não mais pela quantidade de funcionários
Aumento da Taxa do Comércio causa revolta de microempresas contra Prefeitura de Goiânia
08/02/2022, às 11:39 · Por Redação
Enquanto a população se revolta contra o aumento do IPTU,
outra dor de cabeça ao Paço Municipal é o aumento da Taxa do Comércio, que
também virou foco de insatisfação de microempresas contra Prefeitura de Goiânia.
O novo Código
Tributário Municipal (CTM) determina, em seu artigo 247, que nenhum estabelecimento
poderá iniciar suas atividades no município sem prévia emissão do documento e
sem que os responsáveis tenham efetuado o pagamento da taxa devida.
A nova taxa deve ser calculada de acordo com a área ocupada pelo
estabelecimento e não mais pela quantidade de funcionários. O menor valor é de R$ R$ 124,65 para empresas com até 60 m².
Na lista, os valores aumentam de acordo com o espaço ocupado pelo
estabelecimento, até o teto de R$ 9.555,09 (cobrado no caso de mais de 10 mil
m²).
No código antigo, o cálculo era mais complexo e levava em
consideração a quantidade de funcionários da empresa e a Unidade Fiscal de
Referência (UFIR) em vigência. A UFIR é usada como parâmetro para cobranças na
prefeitura. O valor é reajustado de acordo com a inflação. Segundo ato normativo
publicado pela Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), a UFIR referente a
2022 é de R$ 4,0689.
Um galpão de reciclagem, por exemplo, com 500 m² e 10
empregados pagaria no modelo antigo R$ 485 e no novo passara a pagar R$
1.661,67, mais que o dobro. Portanto, todas as atividades comerciais que
requerem uma área grande, mesmo com poucos funcionários, estão em desvantagem.
Isso vale para estacionamentos, oficinas, clubes recreativos.
Veja aqui a tabela completa que saiu no jornal O Popular.
CTM Taxa do Comércio