Poder Goiás
Goiânia, 03/04/25
Matérias
Divulgação

Local, que sofre com depredações e abandono, possui características modernistas, além de ser um exemplar autêntico do modo de entender e fazer Arquitetura de uma época

Documentação sobre tombamento do antigo prédio da Celg deve ficar pronto em março

11/02/2022, às 15:05 · Por Redação

A Superintendência de Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico da Secretaria de Cultura do Estado de Goiás (Secult) deve concluir em março próximo o dossiê técnico sobre o tombamento do antigo prédio da Centrais Elétricas de Goiás (Celg), localizado na Avenida Anhanguera, Setor Oeste, em Goiânia. O processo se arrasta desde 2019 e tem mobilizado arquitetos e artistas plásticos.

A edificação de meados dos anos de 1950, segundo o parecer do arquiteto Lucas Jordano, docente da Universidade Federal de Goiás (UFG), guarda traços da vanguarda estética do movimento modernista arquitetônico da época. Em análise para a Secult, o arquiteto foi favorável ao tombamento, como mostra o jornal O Popular.

O edifício de linhas retas está próximo ao Lago das Rosas, da antiga estação rodoviária - hoje uma unidade do Corpo de Bombeiros - e do Teatro Inacabado. “Desse modo, a edificação integra o acervo da arquitetura moderna brasileira, e constitui a paisagem do Núcleo Pioneiro de Goiânia, fazendo parte da memória afetiva e da identidade do goianiense”, enfatiza o ofício da Docomomo Brasil, que é responsável pala preservação do local, encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MP-GO).

A superintendente de Patrimônio Histórico da Secult, Tânia Mendonça, informa que o processo de tombamento, iniciado em janeiro de 2019, está dentro do prazo regulamentar. O Conselho Estadual de Cultura (CEC) manifestou parecer favorável pelo tombamento provisório em setembro daquele ano.

O dossiê, em elaboração pela Secult, que deve ser encaminhado em março para a análise final do CEC, leva em consideração vários fatores, como a história da eletrificação em Goiás, a relação do painel de Confaloni com o imóvel e a cidade, a tipologia e aspectos urbanísticos e as propostas de conservação.

Conforme Tânia Mendonça, os proprietários solicitaram a demolição das construções adjacentes ao prédio principal, “que não são objetos de tombamento”. Relatório sobre a vistoria técnica a respeito está em fase de elaboração. Tânia Mendonça explica que o dossiê final tem a função de apresentar ao CEC “propostas/alternativas de preservação” do imóvel. Caberá ao CEC a palavra definitiva.


Celg Demolição Patrimônio Histórico Goiás