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Por animal vendido de 110 quilos, o prejuízo pode passar de R$ 300, segundo o presidente da Associação Goiana de Suinocultura (AGS)
Suinocultor goiano amarga prejuízo com alta dos custos e baixa exportação
21/02/2022, às 17:14 · Por Redação
O produtor de suíno goiano - assim como o nacional - já pensa em paralisar a produção após uma escalada nos custos e excesso de oferta no mercado interno. A informação é do jornal O Popular.
A baixa remuneração aos produtores está pela expressiva alta nos custos de produção; queda nas
exportações para a China; grande oferta no mercado interno, fazendo os preços
caírem; capacidade de consumo do brasileiro cada vez mais pressionada pela inflação.
Por animal vendido de 110 quilos, o prejuízo pode passar de R$ 300, informa
Eugênio Arantes Pires, presidente da Associação Goiana de Suinocultura (AGS).
Os relatos de suinocultores ligados à AGS, diz Pires, são de
perda de quase R$ 3 por quilo de animal vendido, já que comercializam a carne
por R$ 5, com custo médio em torno de R$ 7,80. Ele observa que o aumento da
oferta de animais no país, onde ficam 81% da produção, não foi acompanhado por
igual crescimento da demanda, o que está gerando essa turbulência no mercado.
A situação se agrava pelos custos maiores de produção. O preço do milho, que
representa 73% da composição total da ração, subiu mais de 88% em 2021,
enquanto o farelo de soja, que participa com 22%, teve alta de mais de 120% no
período, explica Pires.
“De janeiro a janeiro, o farelo de soja subiu 155%”, ressalta. Milho e soja são
responsáveis por mais de 80% da participação do custo operacional total. Além
disso, ficaram mais caros as vitaminas e os aminoácidos usados para fazer a
ração, cujos preços são em dólar. Pires cita como exemplo a lisina, cujo preço,
observa ele, passou de R$ 8 para R$ 32 o quilo em apenas seis meses.
Suinocultura Inflação Exportação