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Goiânia, 04/04/25
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Venda de novas cotas cresceu 22,6% e o número de participantes ativos aumentou 11% no ano passado no Estado, desempenho bem acima da média nacional

Com parcelas mais acessíveis, consórcio é alternativa para fugir dos altos juros em Goiás

08/03/2022, às 14:45 · Por Redação

Os juros mais altos ajudaram a impulsionar o mercado de consórcios em Goiás. A venda de novas cotas cresceu 22,6% e o número de participantes ativos aumentou 11% no ano passado no Estado, desempenho bem acima da média nacional, como mostra o jornal O Popular. A alta na taxa Selic, que no período de um ano foi de 2% para 10,75%, elevou os juros dos financiamentos e deixou as taxas de administração dos consórcios mais competitivas.

Em 2021, foram comercializadas 141.838 novas cotas, contra 115.732 em 2020. Com uma taxa de administração na faixa dos 20% por contrato, bem abaixo dos encargos anuais dos financiamentos, os planos de consórcio se tornaram opção mais econômica para quem pode planejar a aquisição de um bem a mais longo prazo. Além de imóveis e veículos, também é crescente a procura por consórcios de serviços, onde o valor recebido pode ser destinado a cirurgias plásticas, festas ou viagens. 

A alta de 23,4% no número de contemplações no ano passado também pode ter motivado a aquisição de novas cotas. Para o presidente executivo da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), Paulo Roberto Rassi, há uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a adotar o planejamento financeiro para comprar o primeiro imóvel ou carro ou fazer upgrade.

Além disso, muitos consumidores que não conseguiram ter seu financiamento autorizado ou consideraram os juros pesados podem ter recorrido mais ao consórcio. Mas ele adverte que é preciso ler bem o contrato e ter ciência de que a carta de crédito só pode ser antecipada por sorteio ou lance. “Ninguém deve acreditar em promessas de contemplações imediatas. Você pode ser contemplado na primeira ou na última assembleia. Também é preciso acompanhar o desempenho financeiro do grupo de perto”, alerta Rassi. 

Vale lembrar que recursos do FGTS também podem ser usados para lance, obedecendo as condições do conselho curador do fundo. Os planos têm prazos médios que vão de 180 a 240 meses para imóveis e 80 meses para automóveis. “À medida em que a crise afetou os negócios e o poder aquisitivo caiu, as administradoras se adaptaram, com a formação de grupos com prazos maiores para que as prestações coubessem mais no bolso do consumidor”, conta o presidente da Abac.



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