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Segundo Polícia Civil, Kathia Mendes Magalhães vai responder processo disciplinar e será indiciada
Perita criminal baleada em Caldas Novas confessa ter planejado o próprio atentado
13/03/2022, às 10:31 · Por Redação
A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) informou neste sábado, 12, que a perita criminal Káthia Mendes Magalhães, baleada na última quinta-feira, 10, na cidade de Caldas Novas, confessou ter planejado o atentado contra si mesma. Ela foi atingida na altura do ombro enquanto dirigia. A intenção da perita, conforme as investigações, era forçar uma transferência para atuar em outro município.
Entre os crimes cometidos por Káthia Mendes Magalhães, ela vai responder por fraude processual, peculato e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, o homem que atirou contra ela ainda responderá por lesão corporal grave. Ela já foi afastada das funções e vai responder processo disciplinar.
O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, concedeu entrevista na tarde deste sábado e detalhou o caso. Ele disse que o caso está sendo apurado pela Polícia Civil, que descobriu a armação em menos de 24 horas. Rodney Miranda destacou que ela terá oportunidade de defesa, mas caso seja confirmado crime, ela poderá ser demitida.
Rodney informou que os investigadores ainda apuram se a mulher pagou para o colega executar o plano. Até agora, a informação é de que ele tenha atendido a um pedido. “Mas não descartamos". Ele reforçou que o caso não tem qualquer vínculo com a atividade profissional. Inclusive disse que a força-tarefa que descobriu o caso menos de 24 horas após o ocorrido foi montada para dar uma resposta rápida e para não criar clima de preocupação.
Káthia Mendes trabalha na Segurança Pública há cerca de dez anos. Ela havia passado seis anos como escrivã e havia mudado de função depois de concurso público. Testemunhas que afirmaram terem sido procuradas pela perita há um mês com a proposta de forjar um atentado contra ela para facilitar sua remoção.
Como as testemunhas não aceitaram, o plano não foi executado. Depois, um ex-servidor que trabalhava com a perita confessou ter atirado contra Káthia a pedido dela. Ele utilizou um revólver calibre .32 que lhe foi entregue pela mulher. A arma estava apreendida para realização de perícia. Ele afirmou que no dia posterior ao crime, depositou a arma no mesmo armário utilizando-se das chaves fornecidas pela perita.
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