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Conforme estudo realizado com estudantes da UFG, curiosidade e influência são os principais motivos de quem já experimentou
Pesquisa da UFG aponta que 54% dos universitários já usaram narguilé
17/03/2022, às 12:50 · Por Redação
Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) realizaram uma pesquisa com os estudantes da instituição e concluíram que 53,9% dos estudantes já experimentaram narguilé. Conforme os dados apresentados pelos pesquisadores, o uso do dispositivo feito para o fumo coletivo de essências a base de tabaco é maior entre os estudantes da universidade do que em países que criaram a prática, como o Irã (26,6%).
A pesquisa foi coordenada pelo professor Luciano Alberto de Castro, docente da Faculdade de Odontologia (FO) da UFG. Como o pesquisar disse ao jornal O Popular, as descobertas são preocupantes. Entre as questões apresentadas, Castro constatou que, na maioria dos casos, os jovens utilizam o equipamento por curiosidade, sem dimensões dos riscos.
“Apesar da percepção geral de que o narguilé seja menos nocivo à saúde do que o cigarro, há suficiente evidência científica para afirmar que o uso é uma prática que traz consequências deletérias à saúde”, destaca trecho do artigo. Dessa forma, o relatório destaca que, assim como o cigarro convencional, o narguilé pode causar dezenas de doenças.
Entre os motivos que levaram ao uso, 70,9% dos entrevistados disseram que foi por curiosidade, 22,8% por influência de amigos, para 1,9% por tradição familiar e 1,5% para ajudar a conquistar alguém. Além da preocupação com o uso isolado do narguilé, o pesquisador destaca que durante as sessões, os jovens consomem outras drogas. 68,3% dos alunos relataram consumir bebidas alcoólicas, 44% fumam cigarros de palha e 15,8% fumam cigarros convencionais.
“É fundamental ressaltar que a combinação de qualquer tipo de tabagismo, seja narguilé, cigarro ou cigarro de palha e tabaco de mascar, com álcool é extremamente perigosa já que o sinergismo tabaco-álcool aumenta muito o risco de câncer, especialmente câncer de boca”, alerta o pesquisador.
UFG Nargulé